Ainda sob ameaça de rebeliões em diversos partidos da base aliada (sobretudo no PR e no PMDB), o governo articula para aprovar hoje, na Câmara dos Deputados, a Lei Geral da Copa. Trata-se do instrumento legal para a realização da Copa da Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014, nos termos acordados com a Fifa -entidade máxima do futebol mundial.
Desde ontem pela manhã, a presidente Dilma Rousseff, ministros e lideranças no Congresso trabalham juntos para evitar que as insatisfações na base impeçam a votação da proposta cuja maior polêmica é a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol.
A estratégia deu certo. O armistício na base, porém, só valerá para Lei Geral da Copa. “Vota Lei da Copa, depois seja o que Deus quiser”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, Luciano Castro (PR-RR).
Castro explicou que o seu partido, o PR, deverá se reunir nesta terça-feira em Brasília para tomar uma posição sobre a aliança com o governo Dilma Rousseff. Na semana passada, os sete senadores da legenda decidiram integrar a oposição.
Até então, a bancada da Câmara preferiu declarar-se “independente”. Na prática, contudo, o PR não entregou cargos que detém no segundo escalão. O barulho do partido é para nomear um novo ministro dos Transportes.
Presidente nacional do PR, o senador Alfredo Nascimento foi demitido da pasta em agosto do ano passado. Em seu lugar, assumiu o secretário-executivo Paulo Passos. Apesar de ele ser filiado ao PR, o partido não se vê representado por ele no governo federal.
Além do PR e do PMDB, PTB e até o PSC reclamam de maior participação no governo. Na Câmara, a bancada ruralista ainda pressiona para votar alterações no Código Florestal. O grupo não concorda com o texto aprovado no Senado.
“Seja o que Deus quiser’, diz vice-líder
Em: 21 de março de 2012
Ainda sob ameaça de rebeliões em diversos partidos da base aliada (sobretudo no PR e no PMDB), o governo articula para aprovar hoje, na Câmara dos Deputados, a Lei Geral da Copa.
Redação
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