Ato contra desindustrialização reúne empresas e sindicatos

Em: 27 de março de 2012
Convocados por entidades empresariais e centrais sindicais, cerca de 3 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a desindustrialização do país e em defesa da produção e do emprego no centro de Porto Alegre, nesta segunda-feira
Convocados por entidades empresariais e centrais sindicais, cerca de 3 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a desindustrialização do país e em defesa da produção e do emprego no centro de Porto Alegre, nesta segunda-feira

Convocados por entidades empresariais e centrais sindicais, cerca de 3 mil pessoas fizeram uma manifestação contra a desindustrialização do país e em defesa da produção e do emprego no centro de Porto Alegre, nesta segunda-feira. O grupo se reuniu no Largo Glênio Peres e percorreu sete quadras, até o Palácio Piratini, onde entregou sua lista de reivindicações ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), que se mostrou favorável à demanda.
Entre os organizadores estão as associações brasileiras Abimaq (da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Abiquim (da Indústria Química) e Abinee (da Indústria Elétrica e Eletrônica) e as seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, CGTB, UGT e NCST). A manifestação de Porto Alegre foi a primeira de uma série que pretende continuar reunindo empresários e trabalhadores em torno de uma reivindicação comum.
Já estão previstas mobilizações semelhantes em Itajaí (SC) nesta Quarta-feira; em Curitiba, no dia 3 de abril; em São Paulo, no dia 4 de abril; em Manaus, Salvador e Belo Horizonte, em datas ainda não marcadas; e em Brasília, no dia 10 de maio.
Denominado “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, o movimento pede a redução da taxa básica de juros e do spread, medidas para atenuar a sobrevalorização cambial, desoneração do investimento produtivo, uso de instrumentos de defesa comercial como medidas compensatórias e licenças não automáticas, fim dos incentivos fiscais às importações e crescimento industrial como prioridade da política econômica.
Em suas manifestações, os participantes do movimento destacaram que a indústria de transformação chegou a representar 27% do PIB em 1986 e deve ter chegado a menos de 16% em 2011, podendo baixar para menos de 15% em 2012. Por falta de condições semelhantes para competir com produtos importados, a indústria brasileira teria deixado de gerar ou fechado 146 mil empregos somente neste ano.

Redação

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