Os cartões conhecidos como “private label” (de loja) respondem por 29% do total de cartões existentes no país. Dos 360 milhões de plásticos, 106 milhões correspondem a essa modalidade. Considerando-se o total de transações realizadas em 2006 por meio de cartões, a participação dos de loja foi de 16%. Embora o setor de cartões seja conhecido pela existência de grandes bandeiras, de atuação nacional, há espaço para outros players, menores, que atuam no segmento “private label”. Com soluções criativas, essas empresas têm conquistado espaço em nichos, num movimento de aumento da concorrência.
É o caso da rede de supermercados ABC, de Divinópolis (MG), que, lançou, recentemente, o cartão Garantido. “Verificamos que havia demanda reprimida por crédito nas classes C, D e E. As pessoas dessa faixa de renda costumam realizar suas compras à vista”, explicou Thiago Martins, diretor da rede. Desde o lançamento, o grupo já distribuiu 70 mil plásticos, com um total de 30 mil usuários ativos.
“Embora nos centros urbanos as grandes bandeiras sejam mais notadas, outros empreendedores, de regiões mais distantes muitas vezes possuem produtos criativos e competitivos”, avalia Ricardo Josuá, superintendente da Conductor, uma empresa especializada em suporte para esses players.
Para aprofundar a questão, o 2º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, que acontence hoje e amanhã, em São Paulo, realiza um painel específico. O painel apresenta, além do case da Rede ABC, os da FortBrasil (CE) e do Grupo Deib Otoch (CE).







