Formalização registra recuo de 1,6% no AM

Em: 29 de abril de 2012
O setor de comércio e serviços é o que mais cresce no Amazonas
O setor de comércio e serviços é o que mais cresce no Amazonas

O setor de comércio e serviços é o que mais cresce no Amazonas. Em pesquisa realizada pela Jucea-AM (Junta Comercial do Amazonas) tendo como base o primeiro bimestre de 2012, 70% dos estabelecimentos são registrados como empresário. Para a presidente da Jucea, Luisa Eneida Erse, as expectativas são de que o estado intensifique sua economia com a preparação da capital para a Copa do Mundo, em 2014.
Entre janeiro e fevereiro deste ano, 1.059 empresas foram constituídas. Entre elas, 708 como empresário, 338 limitadas, sete eireli (modalidade instituída em janeiro de 2012), três sociedades anônimas e três cooperativas. No mesmo período, nota-se a abertura de 169 filias (105 limitadas, 45 empresário, 18 S.A. e uma cooperativa).
Em 2011, 1.076 empresas foram oficializadas no mesmo período. Embora isso represente uma queda de 1,6% em relação ao ano passado, o assessor econômico da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva, atribui a queda a uma conscientização maior do empresário brasileiro. “A economia aqueceu, mas também aprendeu a reconhecer a hora certa de recuar”, diz.
Quando comparados os números do primeiro bimestre de 2011 com os dados de 2012 em relação ao quantitativo de empresas excluídas, revela-se o aumento de 4,7% entre o ano anterior e o atual, saltando de 234 fechamentos para 245. Mais uma vez, não há motivo para preocupação. “Fazendo um balanço entre 2008 até agora, verificamos um padrão entre subidas e descidas”, aponta o economista.
Com novos incentivos aplicados desde o início deste ano –entre eles a personalidade jurídica Eireli–, a diretoria da Jucea levanta a possibilidade de aquecer a economia do Amazonas com microempresas prestadoras de serviços como: construção civil, hotelaria e setor imobiliário. “Sem contar com a inauguração de um novo shopping e do Polo Industrial de Manaus, que não para de receber investimentos”, comenta a presidente da Junta.

Individualidade

Desde janeiro deste ano já é possível abrir uma empresa constituída por uma única pessoa, titular da totalidade do capital social. É a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. Nesta nova modalidade, o capital social deve ser de no mínimo cem salários mínimos e deve ser totalmente integralizado no momento da abertura da empresa.
Para a contadora Samantha Gomes, esta nova modalidade jurídica torna a atividade empresarial mais transparente. “Agora não é mais necessária a figura do segundo sócio apenas para atender à legislação”, explica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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