Crédito facilitado apoia vendas no comércio local

Em: 2 de outubro de 2012
“Guerra bancária” por melhores condições de financiamento aos clientes acaba favorecendo vendas do varejo no ápice do Natal
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“Guerra bancária” por melhores condições de financiamento aos clientes acaba favorecendo vendas do varejo no ápice do Natal

Bancos continuam na guerra por maiores reduções de juros e consumidores são os mais beneficiados. Embora especialistas alertem para os perigos da utilização de cartões de crédito, a indicação é aproveitar para consumir e diminuir o número de parcelamentos.
Os pioneiros na redução das taxas foram Banco do Brasil e Caixa Econômica. Na semana passada, o Bradesco anunciou a queda de 14,9% para 6,9% ao mês nos juros de crédito rotativo para as bandeiras Mastercard, Visa, American Express e ELO.
Em seguida, foi a vez do Itaú. O banco lançou um novo sistema de cobrança que divide o rotativo desde o primeiro dia da compra com juros que saltaram de 12% para 5,99%. De acordo com o economista Francisco de Assis Mourão, tanto a iniciativa pública quanto a privada tendem a ampliar a maneira como bancos, lojistas e consumidores utilizam o cartão de crédito.
A redução das taxas anima comerciantes. Em tempos de poucas vendas, o presidente da Fecomercio/AM, José Roberto Tadros, aponta que as transformações chegam em momento decisivo. “As festas de fim de ano sempre são a melhor temporada para o comércio, e a facilidade de crédito é motivante”, comemora.
De acordo com pesquisa divulgada pelo Indicador Serasa Experian, 28% da inadimplência do consumidor é representada pelo não pagamento das faturas de cartões. “Por isso, o momento é de verificar atrasos e quitá-los ou executar novas compras e aproveitar as taxas menores”, Mourão explica.
A educadora financeira Samantha Gomes acrescenta que o mais seguro é evitar “cair” no crédito rotativo dos cartões. “Negociar a dívida rende juros ainda menores do que investir no pagamento do valor mínimo da fatura”, destaca e continua: “Aposentar o pedacinho de plástico vai ser duro, mas vai evitar aborrecimentos”, desafia.

Controle das finanças

Para fugir do rotativo, o economista Francisco de Assis Mourão recomenda que o limite dos cartões de crédito não ultrapasse 50% do salário do trabalhador. “Além disso, o ideal é ter até dois cartões e de bandeiras diferentes”, alerta.
Antes de optar pelo cartão de crédito, a educadora financeira incentiva o consumidor a criar um planejamento com os gastos mensais e estabelecer o máximo que pode ser comprado a prazo. “E se for possível efetuar pagamento à vista, não hesite”, destaca Gomes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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