O grupo de partidos que administra ao menos uma das 26 capitais saltou de 10 em 2008 para 16 nas eleições deste ano, mostrando uma pulverização do poder político no cenário nacional.
Apesar da derrota em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a oposição ao governo Dilma Rousseff avançou no chamado G85 -26 capitais e 59 cidades acima de 200 mil eleitores.
O PSDB passou de 9 para 15 cidades nesse grupo de municípios, que concentra 36% do eleitorado. Ampliou ainda de 3,3 milhões para 6,3 milhões o número de eleitores sob sua administração.
Contribuíram para o resultado as vitórias em quatro capitais -Belém, Maceió, Teresina e Manaus. No Amazonas, uma vitória pessoal de Artur Virgílio sobre Dilma e o ex-presidente Lula, que se empenharam pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB).
Desidratado pela criação do PSD, o DEM também ganhou fôlego e saiu de zero para cinco prefeituras no G85, entre elas Aracaju e Salvador, terceiro colégio eleitoral do país. Vai governar 3,1 milhões de eleitores nesse grupo.
A vitória com ACM Neto na capital baiana garante ainda visibilidade à sigla em um Estado governado há seis anos pelo PT, com Jaques Wagner.
Outra sigla opositora a sair do zero para avançar no G85 foi o PPS, que levou três prefeituras -entre elas Vitória- e 726 mil eleitores. O PSOL governará sua primeira capital, Macapá, com Clécio Vieira.
O PT perdeu seis prefeituras no G85 (foi de 22 para 16 agora), mas continua líder entre os partidos em número de cidades e eleitorado governado. Com a vitória de Fernando Haddad em São Paulo, passará de 9,9 milhões para 15,2 milhões sob sua gestão.
E, se teve sua principal vitória em São Paulo, o PT sai das urnas com menos capitais (quatro, ante as sete atuais) e derrotas para o aliado PSB em importantes centros, como Belo Horizonte, Recife, Cuiabá, Fortaleza e Campinas.
O PSB do governador Eduardo Campos mais que dobrou sua performance no G85: foi de 5 para 11 cidades e de 3,3 milhões para 7,7 milhões de eleitores. É a segunda legenda do país em eleitorado sob sua gestão nesse clube.
Até então vice-líder do G85, o PMDB perdeu terreno. Foi de 15 para 10 -é agora a quarta maior sigla no grupo- e de 8,6 milhões para 7,3 milhões de eleitores administrados.
Já o PDT também recuou -de 13 para 6 cidades e de 6,6 milhões para 3,6 milhões de governados-, mas manteve três capitais.
Outro que encolheu no G85 foi o PSD de Gilberto Kassab. Com a saída da Prefeitura de São Paulo, entre outros resultados, a sigla terá quatro cidades no grupo -ante as cinco atuais-, que perfazem 1,3 milhão de eleitores. Entre as capitais, perde Maceió e São Paulo e ganha Florianópolis.
Veja todos os eleitos no segundo turno, em infográfico acima.
País vê pulverização do poder
Em: 30 de outubro de 2012
O grupo de partidos que administra ao menos uma das 26 capitais saltou de 10 em 2008 para 16 nas eleições deste ano, mostrando uma pulverização do poder político no cenário nacional
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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