Editorial: A ruptura do poder hegemônico e o recado das urnas aos governantes

Em: 30 de outubro de 2012
O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto saiu da disputa eleitoral com algo mais do que a simples vitória com dois terços dos votos
O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto saiu da disputa eleitoral com algo mais do que a simples vitória com dois terços dos votos

O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto saiu da disputa eleitoral com algo mais do que a simples vitória com dois terços dos votos. O tucano repetiu o feito de 1988, quando venceu sozinho as forças políticas governantes na época, criando um hiato na hegemonia do poder no Estado, ainda em construção no período pós-ditadura.
Nesta eleição o ex-senador quebra novamente a corrente hegemônica de poder, gerando a expectativa de mudança nos rumos políticos regionais. Mas, afora a questão política, as urnas deram um recado bem claro aos governantes atuais e ao novo prefeito: Manaus é hoje uma cidade estrangulada que precisa respirar, com urgência.
A grande força eleitoral que elegeu o prefeito Artur Virgílio veio justamente das zonas onde a concentração urbana se adensa em picos elevados. Nessas áreas acontece diariamente a convergência de algumas centenas de milhares de veículos, de mais de 1 milhão dos manauaras que trabalham e/ou estudam e da grande força econômica da cidade.
E nessa concentração, que gera uma força de ação e reação populacional muito forte, estão as grandes vítimas do estresse urbano causado pela falta de alternativas de transporte coletivo e de mobilidade e acessibilidade. Aí se encontram os principais gargalos que fazem de Manaus uma cidade de vias “trancadas”.
Esse é um desafio que não pode ser relegado abaixo do nível de prioridade máxima, já que foi indicado de forma clara e direta pelas urnas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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