A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que o impacto da redução das contas de luz nos cofres do Tesouro Nacional este ano será de R$ 8,46 bilhões, valor que será depositado na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). A reunião da diretoria da Aneel aprovou ontem uma resolução regulamentando os cortes.
Os consumidores residenciais terão uma redução de no mínimo 18%, podendo chegar a até 20%. Já para os grandes consumidores, como indústrias e empresas, a redução pode chegar a no máximo 32%, dependendo da tensão usada em suas redes.
O valor do aporte de recursos do Tesouro previsto inicialmente era R$ 3,3 bilhões, teve que ser revisto depois que a Cesp (Companhia Energética de São Paulo), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e Copel (Companhia Paranaense de Energia) recusaram a proposta do governo para a redução de tarifas.
Além disso, foi preciso aumentar o aporte de recursos para garantir o percentual maior de descontos, anunciados ontem pela presidente Dilma Rousseff em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão. A redução nas contas de luz passou de 16,2% para 18% (residências) e de 28% para até 32% (grandes consumidores).
Segundo a presidente, o Brasil tem energia suficiente para o presente e para o futuro, “sem nenhum risco de racionamento ou qualquer tipo de estrangulamento, no curto, médio ou no longo prazo”.
A redução das contas de luz passou a valer a partir de ontem (24).
Gasolina
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) acredita que as medidas tomadas pelo governo para redução do preço da energia elétrica e desoneração da folha de pagamento provoquem redução nos custos de produção. A expectativa é do gerente executivo da unidade de pesquisa da confederação, Renato da Fonseca. “Os efeitos das medidas não são imediatos. Os benefícios vão passando de empresa para empresa e os preços vão sofrendo mudanças num processo de realimentação na cadeia”, explica o economista.
A CNI divulgou ontem pesquisa sobre o custo de produção da indústria brasileira. Houve crescimento 10,6% no terceiro trimestre do ano passado, comparado com o mesmo período de 2011. A carga tributária subiu 7,1%, segundo o Indicador de Custos Industriais.
Fiesp
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) informaram que a economia média anual no país passará de R$ 24 bilhões para R$ 31,5 bilhões com o desconto maior na conta de luz. Em um prazo de 30 anos, as entidades projetam que a economia passará de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões.
Em nota, as entidades consideraram que a redução das tarifas de energia é um passo importante para o Brasil recuperar a competitividade.






