Vigilantes ameaçam parar novamente

Em: 5 de fevereiro de 2013
Apesar da trégua de ontem, as agências bancárias podem ter suas atividades prejudicadas em decorrência da paralisação geral dos vigilantes no Estado
Apesar da trégua de ontem, as agências bancárias podem ter suas atividades prejudicadas em decorrência da paralisação geral dos vigilantes no Estado

Apesar da trégua de ontem, as agências bancárias podem ter suas atividades prejudicadas em decorrência da paralisação geral dos vigilantes no Estado. De acordo com o diretor do Sindevam (Sindicato dos Vigilantes do Amazonas), Adolfo Torres, uma assembléia geral será realizada hoje para definir os rumos de uma possível greve nacional da categoria, que reivindica –entre outras coisas –o aumento salarial de 6,4%.
Na última sexta-feira (01) houve tentativa de negociação. No encontro, estavam representantes do Sindicato das Empresas de Vigilância, Segurança, Transporte de Valores, e Cursos de Formação do Estado do Amazonas e o prefeito Arthur Neto. O único acordo foi o de suspender a greve –mesmo que por tempo determinado. “Nós não abrimos mão do pagamento de 30% referente à periculosidade.”, destaca o delegado federal do Sindevam, Ângelo Lima, sobre o aumento previsto em lei.
O presidente do Sindesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada), Orlando Guerreiro, argumenta que a lei 1274 -aprovada em dezembro de 2012 -não está regulamentada e, por isso, os reajustes não devem ser atendidos de imediato. “A previsão para o debate deste assunto só deve acontecer em abril, quando será realizada a convenção coletiva dos vigilantes, adianta.
Do outro lado, Lima garante que não haverá flexibilização quanto ao percentual do reajuste. “A lei é clara e diz que é válida a partir de sua publicação. Eles já deveriam estar pagando os 30% de periculosidade. Mas eles querem pagar apenas 25%”, diz o representante da categoria no Amazonas.
A categoria dos vigilantes é formada por 17 mil profissionais no Estado. Na capital, sao 13 mil. Conforme o Sindevam, 25% dos vigilantes do Estado atuam na rede bancária e o restante realiza a segurança de empresas privadas.

Prevenção

Para evitar que os vigilantes realmente entrem em greve e prejudiquem o funcionamento dos bancos na capital amazonense, o Sindesp já entrou com uma ação cautelar, embora não esteja tão preocupado com o movimento da classe.“A adesão não está tão grande quanto eles dizem, mas já estamos nos prevenindo para não prejudicarmos o cliente e consumidor”, garante Guerreiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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