O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, avaliou na manhã desta quarta-feira (27) que a economia brasileira e o PIB industrial devem crescer cerca de 2,5% a 3% em 2013. O executivo fez a projeção ao chegar ao Palácio do Planalto para a reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), com a participação da presidente Dilma Rousseff.
“Essa projeção é para a indústria de transformação”, disse. “E como nossa estimativa para o PIB de 2012, que será anunciada na sexta-feira (01/03), é de uma expansão de 0,9%, a nossa previsão para este ano já significa uma retomada”, completou.
Skaf não adiantou qual é a pauta da reunião do Conselho, mas disse esperar que seja feito um balanço dos 10 anos de existência do grupo e que sejam abordados assuntos relacionados a investimentos.
Presidente da CNI
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, também comentou sobre o setor industrial. Ele admitiu na manhã desta quarta-feira preocupação com a possibilidade de retorno de um ciclo de alta de juros em razão da inflação. O executivo também se mostrou descontente com a recente valorização do real na comparação com o fim do ano passado.
“O próprio ministro Guido Mantega (da Fazenda) já disse que a política de combate à inflação se dá pela taxa de juros. Por isso, se houver um repique inflacionário, com o aumento da Selic, isso será muito ruim para a indústria brasileira”, disse Andrade, ao chegar no Palácio do Planalto para a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
De acordo com o presidente da CNI, nem mesmo a valorização do real, que também prejudica a indústria, pode ajudar a conter a inflação ao passo que torna mais barato os produtos importados. “O que mais pressiona a inflação brasileira são os serviços que não enfrentam a concorrência internacional”, disse.







