Na manhã do ontem, o superintendente do CPRM (Serviço Geológico do Brasil), Marco Antônio Oliveira, anunciou o primeiro alerta de cheias de 2013. De acordo com os cálculos, neste ano a capital amazonense assistirá novamente a uma cheia de grandes proporções, podendo chegar a 29,45m.
“A enchente de 2013 deve ser parecida com a registrada em 1989, que foi uma cheia um pouco menor do que as de 2009 e 2012, mas que chegou a causar transtornos à população. Este ano, muitas áreas devem ficar alagadas”, explicou o superintendente.
Apesar de ser menor que as enchentes recordes registradas no ano passado e em 2009, a previsão já começa a preocupar diversos setores da economia local, já traumatizada com as cada vez mais frequentes inundações.
Mesmo sem ter ainda uma estimativa dos prejuízos que poderão ser causados pela nova enchente, o presidente da Faea (Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço já começa a se articular junto às autoridades para tentar minimizar os impactos da subida das águas.
“Nós não temos ainda uma estimativa (de prejuízos) porque esta informação é muito recente. Mas a partir de agora nós vamos procurar apresentar sugestões de medidas para os órgãos competentes para minimizar os prejuízos dos produtores que forem atingidos.
Medidas que vão desde ajuda humanitária, e também vamos estudar a possibilidade de pleitear renegociações de dívidas e também a concessão de linhas de crédito especiais para esses produtores que tiverem prejuízos, principalmente para que eles possam se manter na atividade”, enumerou.
Muni lembra que essas ações foram realizadas no ano passado, durante a cheia histórica do rio Negro, quando a cota atingiu 29,78m. Ele acrescenta ainda que, no ano passado, a cheia deixou R$ 130 milhões em prejuízos no setor primário, com um total de 55 mil produtores prejudicados, segundo dados da Sepror.
Comércio
Baseado na enchente do ano passado, o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas, Ezra Benzion, também prevê prejuízos.
Na opinião de Ezra, é importante que medidas comecem a ser tomadas agora, para que mais tarde, quando o nível das águas atingir o pico, comerciantes não fiquem ‘a ver navios’.
“Nada melhor do que a prevenção para que não haja prejuízos como houve ano passado.
Os comerciantes precisam comprar um pouco menos mercadorias. Temos que preparar estoques mais condizentes com a realidade que se aproxima porque o movimento vai cair, com certeza”, disse sem informar números.
No ano passado, comerciantes do entorno da Praça da Matriz contabilizaram prejuízos após a interdição da área central de Manaus provocada pela cheia.







