Perfis falsos no Twitter valem até US$ 360 milhões

Em: 9 de abril de 2013
A comercialização é feita em lotes de milhares, com preço médio de US$ 18 por grupo, de acordo com estudo do laboratório Barracuda
A comercialização é feita em lotes de milhares, com preço médio de US$ 18 por grupo, de acordo com estudo do laboratório Barracuda

Dois pesquisadores italianos, Andrea Stroppa e Carlo De Micheli, passaram os últimos meses investigando o potencial de negócios por trás dos perfis falsos no Twitter. Chegaram ao expressivo número entre US$ 40 milhões e US$ 360 milhões (R$ 80 milhões a R$ 720 milhões).
De sites a fóruns especializados dezenas de serviços vendem contas falsas, segundo os analistas. Ao considerar apenas as ferramentas mais populares, como Fiverr, SeoClerks e InterTwitter, a estimativa fala em 20 milhões de perfis “fantasmas” no Twitter. A comercialização é feita em lotes de milhares, com preço médio de US$ 18 por grupo, de acordo com estudo do laboratório Barracuda. Em alguns casos os pesquisadores relatam que a variação pode chegar a até US$ 30 cobrados por apenas uma conta mentirosa.
A dupla compara a dinâmica do comércio à do eBay, em que vendedores recebem relatórios com o nível de satisfação dos compradores. Embora a negociação possa envolver qualquer pessoa, a preferência é sempre do grupo que detém os perfis cuja atividade aparenta ser mais verdadeira. Softwares que criam até 100 mil contas em apenas cinco dias impulsionam este setor. “Descobrimos programas que criam perfis falsos, preenchem todos os detalhes e fazem com que eles pareçam mais reais do que muitas contas verdadeiras”, descreve De Micheli ao jornal New York Times. As mais cobiçadas têm fotos, biografia completa e link para um site supostamente mantido pelo ‘dono da conta’.

Pacotes comercializados

O negócio tem evoluído e pacotes com número específico de retuítes passaram a ser comercializados de forma separada. Cinco mensagens diárias custam US$ 9 e o plano mensal com 125 reuítes por dia sai por US$ 150. Os especialistas dizem que falta eficiência ao combate à atividade. Enquanto o Facebook exige dos usuários e-mails verídicos, o Twitter confia no “captcha”, caixas com mensagens borradas e números distorcidos. Embora de difícil compreensão para as máquinas, os textos podem ser decifrados facilmente pelos softwares ou ter respostas ‘maquiadas’ por outras pessoas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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