A Ponta Negra sempre foi um balneário sazonal. Funcionava metade do ano e na outra metade restringia-se a ponto de contemplação. Apenas alguns banhistas se arriscavam nas águas profundas da cheia.
Há três anos surgiu a ideia de transformá-la em um ponto de banho permanente para os frequentadores. Uma praia permanente foi implantada no local, com centenas de carradas de areia. Isso gerou um desequilíbrio na relação entre água e terra. Um enorme barranco surgiu ali. Banhistas mais afoitos, que ingeriam álcool e depois mergulhavam, talvez pensando ainda se tratar da antiga estrutura, viram-se em apuros e treze óbitos foram registrados.
A atual gestão tentou corrigir as falhas, premida pelo Ministério Público. O trabalho constou basicamente de sinalização e reforço na estrutura de segurança. Quando tudo parecia caminhar para a normalidade, uma série de acontecimentos comprometeram de novo o funcionamento do único grande balneário público da cidade.
Desobediência às normas por parcelas consideráveis de banhistas, arrastões provocados por “galerosos” e, finalmente, a presença de animais que nunca antes havia sido vistos na praia levaram a nova interdição.
Afora este último acontecimento, que parece fugir ao controle das autoridades, os outros mostram que é preciso mais cuidado no trato com este balneário. Mais do que isso: revelam de forma cabal o quanto o manauara se ressente da falta de opções de lazer.
Na campanha eleitoral do ano passado, o deputado Henrique Oliveira (PR) apresentou uma ideia, que parecia maluca, mas tem seu sentido. Ele queria instalar um porto flutuante no local de onde hoje partem as lanchas com destino às praias localizadas do outro lado do rio. Queria implantar linhas populares de lanchas rápidas, integradas com o sistema de transporte coletivo, para dar opção de lazer ao povo da cidade.
Pode até ser que a sugestão do parlamentar não seja viável – nada indica isso –, mas o fato é que Manaus precisa rediscutir seu lazer. Até porque, na ausência dele, a criminalidade tende a aumentar e o estresse diário também.
Algo de errado na Ponta Negra
Em: 2 de maio de 2013
A Ponta Negra sempre foi um balneário sazonal. Funcionava metade do ano e na outra metade restringia-se a ponto de contemplação. Apenas alguns banhistas se arriscavam nas águas profundas da cheia
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Dólar no fim de 2026 segue em R$ 5,20 pela 14ª semana consecutiva, projeta Focus
21 de setembro de 2026

Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios
21 de setembro de 2026

Recomendações de criadores já levaram 76% dos consumidores à compra
21 de setembro de 2026

Varejo cresce, mas consumidor reduz ritmo em compras de maior valor
21 de setembro de 2026

Brasil e EUA: entenda as relações após alerta sobre eleições
21 de setembro de 2026

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança
21 de setembro de 2026

No 1º turno, Lula tem 40%, Flávio, 37%, e Augusto Cury, 6%, aponta pesquisa BTG/Nexus
21 de setembro de 2026

Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina
19 de setembro de 2026