O novo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD), afirmou ontem que só renunciará ao cargo de vice-governador de São Paulo “por decisão judicial”.
“Todo mundo sabe da minha condição e da condição jurídica nesse caso. Ela [a presidente Dilma Rousseff] sabe que meu caso não é de nomeação, é de eleição e na legislação não há nada que proíba esse caso”, disse.
O acúmulo dos dois cargos tem gerado polêmica, uma vez que poderia suscitar algum conflito de interesses durante o exercício de ambas as funções. Segundo interlocutores da presidente, também gera constrangimento para os governos de Dilma e Geraldo Alckmin, uma vez que Afif transitará como integrante do governo, em Brasília, e da oposição, em São Paulo.
“Um vice não se licencia, um vice já é licenciado, porque ele já é ‘stand by’. O que ocorre é o fato de ser eleito e, sendo eleito, renúncia é um fato muito grave”, completou.
‘Pessoa certa’
Em seu discurso, Dilma afirmou que Afif Domingos, agora ministro das micro e pequenas empresas, é “a pessoa certa no lugar certo”. “Nós temos certeza que a pessoa certa está no lugar certo porque todas as qualidades do ministro Afif Domingos são indispensáveis para tratar dessa questão.”
A presidente disse que Afif tem características como “eficiência, experiência e visão estratégica” para coordenar uma pasta que, em suas palavras e nas do novo ministro, não será “da verba”, mas “do verbo”.
“O ministro está sendo modesto, vai ser também da verba”, disse Dilma. “Por que vai ser da verba? Porque a micro e a pequena empresa precisa de uma política de crédito, precisa de uma política tributária. Precisamos ter claro que […] nós levemos a essas empresas condições para se expandirem”, disse.
O discurso de ambos foi muito pontuado pelo lema da desburocratização -uma das recentes bandeiras de Dilma em seu governo.







