Site dá dicas de finanças pessoais só para mulheres

Em: 15 de maio de 2013
O objetivo é ensinar aquelas mulheres que vivem em um ambiente corporativo hostil, a poupar, investir e cuidar melhor do dinheiro
O objetivo é ensinar aquelas mulheres que vivem em um ambiente corporativo hostil, a poupar, investir e cuidar melhor do dinheiro

Endividamento e dicas de investimento. Essas são as principais demandas das mulheres solteiras, noivas, casadas, mães, separadas ou divorciadas, segundo o site Finanças Femininas, criado para auxiliar elas -e apenas elas -a lidar com os problemas financeiros. O objetivo é ensinar a poupar, investir e cuidar melhor do dinheiro. “O site é para essa mulher que vive num ambiente corporativo hostil, que tem uma série de dificuldades, ganha menos que os homens. Faltava uma orientação específica para ela sobre finanças”, diz Carolina Ruhman Sandler, 29 anos, criadora do site.
Após trabalhar quatro anos na cobertura da área econômica, Carolina considerou que faltava no mercado brasileiro um site financeiro para esse público, como ocorre em outros países, como os Estados Unidos. “A mulher é hoje chefe de 38% dos domicílios brasileiros, casa mais tarde, tem menos filhos e tem necessidades mais específicas que não estão sendo atingidas”, diz. Dentre as matérias mais lidas do site, destacam-se as voltadas para relacionamento, como dicas para ser uma “pretendente financeira”.
Lançado no final de novembro de 2012, o site teve 270 mil acessos, sendo cerca de 1.500 por dia no último mês. O conteúdo mais lido fala do relacionamento triplo: mulher -parceiro e dinheiro. “Dinheiro é a causa número um de brigas entre casais, então a gente traz dicas mais leves de como melhorar o relacionamento trazendo o assunto a tona,” diz.
Segundo Carolina, é difícil encontrar, por exemplo, informações financeiras para uma mulher solteira que trabalha e que não sabe o que fazer com o dinheiro. “Ela não sabe que poderia aplicar de forma mais arrojada, com mais riscos, mas obtendo um rendimento maior”, diz. A mulher casada, apesar de ser responsável por 80% das decisões de compra das famílias, segundo Carolina, também costuma ser negligenciada pelos serviços financeiros. “Não são só as compras do dia a dia. Se ela não gosta do carro, o marido não compra. Essa mulher tem que lidar com todas essas decisões e nunca foi consultada. A ideia é que ela aprenda melhor a gerir o seu dinheiro”, conta.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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