Trabalhadores descartam greve nos portos locais

Em: 16 de maio de 2013
Greves nos portos de Belém e Manaus chegaram a ser cogitadas, mas reivindicações foram parcialmente atendidas em proposta do governo
Greves nos portos de Belém e Manaus chegaram a ser cogitadas, mas reivindicações foram parcialmente atendidas em proposta do governo

Ao contrário do que acontece nos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ) e do indicativo no Porto de Suape (PE), os trabalhadores portuários de Manaus descartam uma paralisação após a aprovação do texto base da medida provisória 595/12, conhecida como MP dos Portos. A informação é do presidente o Setemeam (Sindicato dos Estivadores de Manaus), Claudovaldo Farias Barreto, que está em Brasília acompanhando a votação das emendas à proposta.
De acordo com Claudovaldo, greves nos portos de Belém e Manaus chegaram a ser cogitadas caso a reivindicação da categoria não fosse atendida, mas os portuários foram incluidos na Categoria Diferenciada, que permite aos trabalhadores atuarem nos portos públicos e privados.
“A categoria não está totalmente satisfeita porque é evidente que não podemos ganhar 100%. Mas aquilo que é essencial nós conseguimos que é assegurar a mão de obra. Já estamos contemplados na categoria diferenciada”, garantiu.
A paralisação de estivadores, iniciada na tarde da última terça-feira (14), nos portos de Santos, no litoral paulista, de Paranaguá, no Paraná e do Rio de Janeiro, impediu ontem (15) a movimentação de cargas de 14 embarcações, de um total de 35, no Porto de Santos. A categoria decidiu cruzar os braços, por tempo indeterminado, como forma de pressionar os congressistas a promoverem mudanças favoráveis à categoria, na avaliação em andamento no Senado sobre a MP dos Portos.
A medida prevê a concessão de terminais portuários para a iniciativa privada e os estivadores temem que essa abertura possa precarizar as condições de trabalho da classe. “A presidente Dilma [Rousseff] disse que não se mexeria em nenhum milímetro dos nossos direitos, mas queremos garantias e não estamos abrindo mão de trabalhar em terminais privados” argumentou o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Guarujá, São Vicente e Cubatão, Rodnei Oliveira da Silva.
Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, entre os carregamentos afetados estão oito contêineres tanto de produtos dirigidos à exportação quanto importação. Dois contêineres são de soja; um de automóvel; um de adubo; um de trigo e um de papel e celulose.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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