Atratividade tem queda de 1% ao ano

Em: 24 de maio de 2013
Pesquisa do Corecon mostra que modelo de desenvolvimento industrial incentivado atrai menos investimentos
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Pesquisa do Corecon mostra que modelo de desenvolvimento industrial incentivado atrai menos investimentos

O Conselho de Registro de Projetos do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) vem verificando uma redução anual de 1% no número de empresas que se instalam no Amazonas. O mesmo conselho, demonstra queda de 2% por ano nos registros de diversificação.
O alerta foi dado pelo presidente do (Corecon-AM), Marcus Evangelista, durante o Primeiro Seminário “Repensando o Modelo de Desenvolvimento do PIM”, realizado na tarde de ontem (23) no auditório da Fieam. O evento que reuniu empresários, estudantes e representantes da classe econômica e sociedade civil, discutiu os novos desafios e soluções do modelo Zona Franca de Manaus.
Para ele, diante deste cenário de falta de atratividade é fundamental a participação de todos os entes da sociedade na elaboração de um plano de diversificação e ampliação do modelo.
“Nós estamos aqui colhendo idéias para apresentar uma proposta formal aos governantes. O Conselho Regional de Economia não poderia ficar omisso, uma vez que nós estamos vivenciando uma verdadeira Guerra Fiscal. Tivemos uma vitória na CAE, mas sabemos que este não será nem o primeiro nem o último ataque ao PIM”, explicou.
Mas apesar dos problemas, ele acredita que a Zona Franca de Manaus ainda tem perspectivas positivas, e cita a preservação ambiental como um dos pontos fortes do modelo.
“Temos um grande aliado aqui que se chama Floresta Amazônica. O país tem que se sensibilizar de que nós conseguimos manter a floresta em pé graças à nossa indústria. Então acredito que nas próximas batalhas também seremos vitoriosos”, acredita.

Centro de Inteligência

Um dos idealizadores do encontro foi o Conselheiro Executivo do Corecon, Jose Laredo. Uma das alternativas apresentadas por ele foi a criação de um centro de inteligência para o PIM. Ele explicou que a função deste centro seria a produção de trabalhos científicos, técnicos e que enalteçam os pontos fortes do modelo nas próximas discussões, a exemplo do que aconteceu com os representantes do Sul e Sudeste, que na CAE se basearam em um trabalho técnico feito pelo núcleo de estudos e pesquisas do senado que reforçava apenas os pontos negativos do PIM.
“Os ataques sempre existiram e vão continuar. O número de políticos contrários à manutenção do PIM é muito maior que o número dos que são a favor. Deve-se, portanto, levar trabalhos para que a briga se dê utilizando armas compatíveis: de um lado um trabalho técnico e do outro lado também um trabalho técnico”, explicou.

PPBs

Outro assunto discutido no evento foi a elaboração dos PPBs (Processos Produtivos Básicos). Em matéria veiculada ontem no Jornal do Commercio, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Plástico (Sindplast), Francisco Brito, atribuiu a demissão de 7 mil trabalhadores do setor aos PPBs aprovados pela Suframa que, na opinião dele, facilitam às empresas fazerem importações de componentes do Polo Asiático, principalmente da China. Para o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, não há falhas na elaboração dos PPBs. Para ele, o principal problema é a flexibilização.
“O PPB é muito flexível. Ele precisa ser um pouco mais rígido porque quando há essa flexibilização você facilita a desindustrialização do país e a industrialização dos outros países. Ao invés de os empregos serem gerados aqui, eles estão sendo gerados lá fora, por isso o nosso interesse de que os PPBs sejam mais rígidos, mais controlados”, finalizou
O encontro resultou em um documento com propostas e gestões que será encaminhado às autoridades competentes para auxiliar na tomada de decisões sobre o futuro do Polo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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