Após uma reunião de quase duas horas, quatro partidos governistas definiram a criação de um bloco em defesa do plebiscito para a reforma política proposto pela presidente Dilma Rousseff (PT). Os presidentes do PT, Rui Falcão, do PC do B, Renato Rabelo, do PDT, Carlos Lupi, e o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, se encontraram na sede da legenda comunista, em São Paulo.
Os partidos fecharam questão na defesa de duas propostas consideradas prioritárias: o financiamento exclusivamente público de campanhas e o voto em lista fechada para as eleições legislativas. Esses pontos coincidem com os defendidos pelo PT. Segundo Renato Rabelo, escalado para falar pelo grupo após a reunião, há um consenso entre os quatro partidos sobre essas duas propostas.
Ainda segundo o dirigente, PT, PSB, PC do B e PDT também foram unânimes ao defender que as mudanças sejam válidas já na eleição de 2014, como prefere Dilma.
As quatro legendas descartaram, no entanto, perguntar à população no plebiscito se as regras poderiam valer para o 2014 mesmo que sejam aprovadas fora do prazo legal de um ano antes da data da eleição.
O PT, conforme afirmou Rui Falcão ontem, cogita da possibilidade de apresentação de uma emenda constitucional com validade transitória para diminuir o prazo limite para a regulamentação.
Os quatro partidos deverão criar o Fórum Nacional em Defesa da Democracia e do Plebiscito, composto por seus quatro presidentes. Uma segunda reunião foi marcada para a próxima quarta-feira, em Brasília, na sede do PSB.
Segundo Rabelo, esse grupo deverá participar de articulações com outros partidos da base aliada, como o PMDB, e promover uma campanha em defesa do plebiscito.
Para isso, pretende estimular movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis ligadas às legendas a convocarem manifestações sobre o tema.
Rabelo afirmou que, na reunião desta sexta, não foi discutida a possibilidade de o fim da reeleição ser incluído entre os temas do plebiscito, proposta que prejudicaria Dilma e tem a oposição do governo.
“A reeleição é um direito constitucional da presidente. Ela foi eleita com a vigência desse sistema. [Extinguir a reeleição] Seria, ouso dizer, uma tentativa de golpe”, disse Rabelo.
Para ele, a alteração dessa regra e da duração dos mandatos (que poderiam passar de quatro para cinco anos) criaria uma “bagunça jurídica” e poderia “quebrar leis e preceitos importantes da Constituição”.
Bloco já defende plebiscito
Em: 1 de julho de 2013
Legendas se articulam apoiando duas propostas: o financiamento público de campanhas e o voto em lista fechada
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Ipsos-Ipec: 33% avaliam governo Lula como ótimo ou bom; ruim ou péssimo sobe a 43%
16 de setembro de 2026

BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano
16 de setembro de 2026
Projeção de IPCA em 12 meses no 1º tri de 2028, segue em 3,2%, diz Copom
16 de setembro de 2026

TCU alerta governo sobre risco de superestimação com receita para compensar isenção do IR
16 de setembro de 2026

Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais
16 de setembro de 2026

Aposentadoria aos 60 é sonho de 59% dos brasileiros; um terço acha que não conseguirá
16 de setembro de 2026

Sancionada lei de incentivo à instalação de data centers
16 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Ana Castela são artistas brasileiras indicadas
16 de setembro de 2026