Atlas mostra mudanças nas migrações

Em: 1 de julho de 2013
As mudanças no fluxo migratório e na distribuição regional da população brasileira são os destaques do Atlas do Censo Demográfico 2010, publicação lançada nesta sexta (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As mudanças no fluxo migratório e na distribuição regional da população brasileira são os destaques do Atlas do Censo Demográfico 2010, publicação lançada nesta sexta (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As mudanças no fluxo migratório e na distribuição regional da população brasileira são os destaques do Atlas do Censo Demográfico 2010, publicação lançada nesta sexta (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base nas informações obtidas pelo recenseamento feito há três anos pelo órgão, a publicação mostra o peso que capitais regionais e metrópoles emergentes como Brasília e Goiânia alcançaram como polos de atração migratória no país, em comparação com as duas principais cidades, São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com a publicação do IBGE, a alteração no fluxo migratório é reflexo da desconcentração industrial das últimas três décadas, que ocorreu principalmente a partir da metrópole paulista e se estendeu a outros núcleos urbanos, alterando a participação do setor no conjunto da economia. Com isto, as capitais regionais passaram a exercer maior poder de atração, mesmo no Nordeste, tradicionalmente uma região de emigração.
“A geografia dos fluxos está estreitamente associada às mudanças no mercado de trabalho”, diz o estudo, que também ressalta a mudança nas características das migrações internas. “O migrante com maior escolaridade amplia suas possibilidades de deslocamento e opções profissionais. O que predomina hoje são fluxos mais diversificados e não aqueles onde predominam excedentes populacionais com baixa qualificação”.
No que se refere à distribuição regional da população, o Atlas do Censo Demográfico 2010 mostra que as regiões Sudeste, Nordeste e Sul continuam a apresentar os maiores percentuais da população total, respectivamente 42,13%, 27,83% e 14,36%.
No entanto, o Norte e o Centro-Oeste apresentam as maiores taxas de crescimento populacional entre as regiões, na comparação com os dois censos anteriores (1991 e 2000).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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