Nesta sexta feira (13), foi encerrado no auditório da Suframa, o Programa Qualidade Amazonas. O PQA tem a missão de incentivar e disseminar o uso de modelos sistêmicos para gerenciamento de processos e gestão organizacional, através da sensibilização, capacitação e reconhecendo os melhores desempenhos do Estado do Amazonas. Entre os dias 11 e 13 foram expostos 26 práticas em gestão e processo, abrangendo organizações públicas e privadas que concorreram ao Prêmio Qualidade Amazonas que tem a finalidade de reconhecer, incentivar e dar visibilidade aos esforços das organizações do Estado do Amazonas na busca pela melhoria de seus resultados.
Este ano o número de inscritos foi superior a todos os outros anos do PQA, com 96 inscritos e 40 trabalhos entregues, como explicou a coordenadora do Programa, Erlen Montefusco “em relação ao ano passado, tivemos um crescimento de 35% de adesão. Em 2012 por conta da crise no Polo Industrial de Manaus foram apenas 26 trabalhos expostos.” Este ano o foco maior ficou na modalidade gestão segundo a coordenadora.
O PQA é de grande valor por agregar novas ferramentas e metodologias às empresas concorrentes “verificamos o processo adotado pelas concorrentes e vemos se irão ou não se manter com uma organização de excelência. Além do prêmio e da mídia positiva que isso traz, outro grande interesse das empresas é o relatório de avaliação expedido que diagnostica os pontos fortes para melhoria em processo e gestão,” conta Erlen. Este relatório é elaborado por profissionais de reconhecida competência, que atuam de maneira voluntária e sem remuneração, durante cerca de 180 horas de avaliação por cada organização candidata.
Um dos grandes concorrentes foi a Cerâmica Montemar, do município de Iranduba (Região Metropolitana de Manaus), que com 26 anos de atuação e há seis trabalhando com o ecologicamente viável, já levou dois prêmios PQA em 2008 (por retrabalhar perdas) e em 2010 (por economia de tempo e redução de custos), premiada com a prata na modalidade processo. Este ano a empresa concorre com um trabalho iniciado com a troca de matriz energética, usando os resíduos gerados no PIM, construção civil, movelaria, e uso de resíduos do beneficiamento de casca e polpa de cupuaçu, além de uma parceria com o Estado para reaproveitamento da madeira gerada pela construção da Cidade Universitária em Iranduba e com a duplicação da Estrada Manoel Urbano, também no município.
A troca da lenha nativa pelos resíduos de madeira aliou a empresa ao ecologicamente e economicamente correto, segundo o diretor da empresa, Sandro Santos “conseguimos melhorar todo o nosso processo produtivo. Nossa biodiversidade e clima fazem com que a floresta se regenere rapidamente, mas com o antigo método de explorar a lenha nativa, vinha a questão sazonal, que nos dava apenas três meses por ano para a exploração. Com o uso de resíduos o fornecimento de madeira para a queima é constante, além de ser mais ecológico.”
A importância do prêmio é notada no valor agregado, de acordo com Santos “as empresas que são nossas parceiras e colaboradoras, usam o marketing verde quando adquirem nossos produtos, o PQA é uma certificação de que nos adequamos ao conceito de gestão socioeconômica e ambiental,” fecha o empresário.
HONDA
Outra empresa concorrente ao prêmio foi a Honda Componentes da Amazônia Ltda. concorrendo na Modalidade Processo, categoria Grande Indústria, na qual já foi premiada em 2012 com o troféu ouro. A empresa expôs no dia 12, o trabalho “Rejeição Interna do Escapamento CG Titan e CG Fan”. O ferramenteiro da empresa, Elias Gima, enumerou ganhos em diversos aspectos: na qualidade, na produção, que aumentou com a redução de problemas de respingo, chocalho, peça furada, e o reflexo positivo também repercutiu nos custos, com a redução de gastos com lixamento e peças inutilizadas. “Além disso, o ganho no processo produtivo foi de 0,53 segundos, o que aumentou a quantidade de peças”, disse.
Whirlpool
Concorrente na mesma categoria, a Whirlpool LatinAmerica, apresentou o trabalho “Desenvolvimento Sustentável”, que teve como objetivo reduzir a zero a emissão de resíduos sanitários na empresa e ainda diminuir substancialmente o consumo de água.
De acordo com o coordenador de projetos de melhoria e manufatura da empresa, Flauber Ribeiro, para a questão dos resíduos, além de campanha de conscientização, com foco na redução do consumo da utilização de copos plásticos. Segundo ele, a organização teve que reorganizar todo seu processo de coleta seletiva.
“Em relação à água, potencializamos o problema com a produção de lava-louças em Manaus, pois os testes exigiam mais ainda o consumo de água”, disse Flauber Ribeiro. A solução foi reutilizar a água







