PF prende delegados e doleiro em esquema de desvio de fundos

Em: 20 de setembro de 2013
A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje dois delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, um ex-policial e um doleiro suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão
A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje dois delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, um ex-policial e um doleiro suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão

A Polícia Federal prendeu na manhã de hoje dois delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, um ex-policial e um doleiro suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão que teria movimentado R$ 300 milhões em um ano e meio.
A polícia ainda procura dez pessoas alvos de mandado de prisão, segundo balanço parcial. A PF informou que até o fim da manhã haviam sido presas 17 pessoas, sendo 14 no Distrito Federal, duas no Rio de Janeiro e uma em Goiás.
Desde o início da manhã desta quinta mais de 300 policiais cumprem um total de 102 mandados, sendo 5 de prisão preventiva, 22 de prisão temporária e 75 de busca, no Distrito Federal e em nove Estados.
Foram apreendidos documentos, computadores e carros de luxo, entre eles, um Porche no Rio de Janeiro e uma Ferrari em Brasília, além de uma lancha avaliada em R$ 5 milhões.
Entre os presos em Brasília estão o doleiro Fayed Traboulsy e o ex-policial civil Marcelo Toledo. Ambos são investigados desde 2008, numa operação chamada de Tucunaré (peixe grande) por lavagem e remessa ilegal de dinheiro para o exterior.
Investigadores disseram que a operação deflagrada nesta quinta pela PF é a “operação Tucunaré ressuscitada”. Em 2008, escutas flagraram Fayed pedindo ajuda a Toledo para que ele usasse os contatos no governo para descobrir se o doleiro era grampeado. Toledo também foi gravado num dos vídeos da Caixa de Pandora, que apurou o mensalão do DEM no DF, perguntando sobre dinheiro do então vice-governador Paulo Octávio que seria dado a prefeitos. Fayed havia sido preso em março, numa operação da polícia do DF.
Os advogados de Toledo e Fayed estiveram na superintendência da PF nesta quinta e tentam soltar seus clientes. Ambos têm pedidos de prisão temporária e provisória. A defesa afirma ainda que as atividades dos dois são legais.
Além deles, também está na mira da polícia Carlos Eduardo Lemos, dono da empresa de consultoria financeira que, em maio, assumiu ser dono de mais de R$ 400 mil que dois homens levavam na cueca ao serem detidos pela PF no aeroporto de Brasília.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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