A produção de petróleo e gás no Amazonas foi de 104.108 boe/d (barris de óleo equivalente por dia), em setembro. O número corresponde a 5,26% do total de 1,979 milhão de barris/dia produzido no país. Separadamente a produção de petróleo (óleo e LGN) foi de 40.228 barris/dia e a de gás chegou a 10 milhões 156 mil metros cúbicos/dia. O Estado ficou na terceira posição entre as dez unidades da Federação onde a corporação atua, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, de acordo com dados fornecidos pela Petrobras (DF).
A produção total da Petrobras no Brasil, em setembro, incluídos petróleo e gás natural, atingiu a média de 2 milhões 368 mil boe/d, volume 3,2% acima do produzido em agosto. Somado à produção da empresa no exterior, o volume total de petróleo mais gás natural atingiu, no mês, a média de 2 milhões 577 mil boe/d, 3% acima da produção total do mês anterior.
Já a produção total informada à ANP (Agência nacional de Petróleo) foi de 9.217.571,08 m³ de óleo e 2.180.711,52 mil m³ de gás em setembro de 2013. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.
Destaques do mês
A Petrobras apurou o lucro líquido no 3º trimestre de 2013 alcançando R$ 3,395 bilhões. Mas significou uma queda de 45% em relação ao 2º trimestre e também caiu 39% na comparação com o mesmo período de 2012. No entanto, registrou R$ 17,289 bilhões acumulado do ano, com ala de 29% no lucro.
Segundo a presidente da Petrobras, Graça Foster entre as principais razões para a queda no resultado do 3º trimestre está o aumento da “defasagem nos preços de derivados no Brasil, refletindo maiores cotações internacionais e desvalorização cambial”, nos comentários do balanço.
“Ainda que tenhamos tido quatro reajustes de preço de diesel e dois de gasolina nos últimos 16 meses, totalizando 21,9% e 14,9% de aumento, respectivamente, a forte depreciação do real verificada desde maio de 2013, chegando a 22% de desvalorização, fez com que a defasagem voltasse a crescer nos últimos meses. Essa situação tem impactado nosso fluxo de caixa e alavancagem”, justificou Graça Foster.
Na distribuição, o lucro caiu 32% em relação ao 2º trimestre e 24,5% se comparado ao mesmo período de 2012, para R$ 312 milhões, pelas menores margens médias de 8% na comercialização de combustíveis. A empresa mostrou ainda que o custo unitário do refino aumentou 13%, em função da menor carga processada neste trimestre no Japão e nos EUA, decorrente de paradas não programadas.
Outro destaque para a estatal que ficou com 40% do campo de Libra, o primeiro a ser leiloado em regime de partilha, realizado no dia 21, pelo qual terá de pagar R$ 6 bilhões referente ao bônus de assinatura. Economistas têm questionado a capacidade de a Petrobras realizar os investimentos necessários no campo de Libra em um cenário no qual o preço dos combustíveis no mercado interno é considerado defasado em relação aos outros países – o que gera perdas para a empresa estatal.
A presidente da Petrobras explicou, porém, que, nos primeiros dois a três anos da exploração do campo de Libra, os investimentos não são expressivos. E que a produção de petróleo da estatal começa a aumentar no quarto trimestre deste ano. “E quem produz mais petróleo, produz mais geração operacional. Precisa buscar menos recursos no mercado”, afirmou Graça Foster.
No 2º trimestre deste ano, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 6,201 bilhões, após adotar uma estratégia contábil que limitou o impacto da alta do dólar e tirou cerca de R$ 8 bilhões em perdas financeiras do balanço. No mesmo período de 2012, a estatal tivera prejuízo de R$ 1,346 bilhão. Já o índice de dívida líquida pelo Ebitda ajustado -que exclui a participação em investimentos e a perda na recuperação de ativos -passou de 2,77 no fim do ano passado para 3,05 no fim do 3º trimestre deste ano.







