Produção cresce em setembro

Em: 1 de novembro de 2013
Amazonas já ocupa a terceira posição entre os dez Estados onde a petrobras tem produção
Amazonas já ocupa a terceira posição entre os dez Estados onde a petrobras tem produção

A produção de petróleo e gás no Amazonas foi de 104.108 boe/d (barris de óleo equivalente por dia), em setembro. O número corresponde a 5,26% do total de 1,979 milhão de barris/dia produzido no país. Separadamente a produção de petróleo (óleo e LGN) foi de 40.228 barris/dia e a de gás chegou a 10 milhões 156 mil metros cúbicos/dia. O Estado ficou na terceira posição entre as dez unidades da Federação onde a corporação atua, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, de acordo com dados fornecidos pela Petrobras (DF).
A produção total da Petrobras no Brasil, em setembro, incluídos petróleo e gás natural, atingiu a média de 2 milhões 368 mil boe/d, volume 3,2% acima do produzido em agosto. Somado à produção da empresa no exterior, o volume total de petróleo mais gás natural atingiu, no mês, a média de 2 milhões 577 mil boe/d, 3% acima da produção total do mês anterior.
Já a produção total informada à ANP (Agência nacional de Petróleo) foi de 9.217.571,08 m³ de óleo e 2.180.711,52 mil m³ de gás em setembro de 2013. Esta produção corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora.

Destaques do mês

A Petrobras apurou o lucro líquido no 3º trimestre de 2013 alcançando R$ 3,395 bilhões. Mas significou uma queda de 45% em relação ao 2º trimestre e também caiu 39% na comparação com o mesmo período de 2012. No entanto, registrou R$ 17,289 bilhões acumulado do ano, com ala de 29% no lucro.
Segundo a presidente da Petrobras, Graça Foster entre as principais razões para a queda no resultado do 3º trimestre está o aumento da “defasagem nos preços de derivados no Brasil, refletindo maiores cotações internacionais e desvalorização cambial”, nos comentários do balanço.
“Ainda que tenhamos tido quatro reajustes de preço de diesel e dois de gasolina nos últimos 16 meses, totalizando 21,9% e 14,9% de aumento, respectivamente, a forte depreciação do real verificada desde maio de 2013, chegando a 22% de desvalorização, fez com que a defasagem voltasse a crescer nos últimos meses. Essa situação tem impactado nosso fluxo de caixa e alavancagem”, justificou Graça Foster.
Na distribuição, o lucro caiu 32% em relação ao 2º trimestre e 24,5% se comparado ao mesmo período de 2012, para R$ 312 milhões, pelas menores margens médias de 8% na comercialização de combustíveis. A empresa mostrou ainda que o custo unitário do refino aumentou 13%, em função da menor carga processada neste trimestre no Japão e nos EUA, decorrente de paradas não programadas.
Outro destaque para a estatal que ficou com 40% do campo de Libra, o primeiro a ser leiloado em regime de partilha, realizado no dia 21, pelo qual terá de pagar R$ 6 bilhões referente ao bônus de assinatura. Economistas têm questionado a capacidade de a Petrobras realizar os investimentos necessários no campo de Libra em um cenário no qual o preço dos combustíveis no mercado interno é considerado defasado em relação aos outros países – o que gera perdas para a empresa estatal.
A presidente da Petrobras explicou, porém, que, nos primeiros dois a três anos da exploração do campo de Libra, os investimentos não são expressivos. E que a produção de petróleo da estatal começa a aumentar no quarto trimestre deste ano. “E quem produz mais petróleo, produz mais geração operacional. Precisa buscar menos recursos no mercado”, afirmou Graça Foster.
No 2º trimestre deste ano, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 6,201 bilhões, após adotar uma estratégia contábil que limitou o impacto da alta do dólar e tirou cerca de R$ 8 bilhões em perdas financeiras do balanço. No mesmo período de 2012, a estatal tivera prejuízo de R$ 1,346 bilhão. Já o índice de dívida líquida pelo Ebitda ajustado -que exclui a participação em investimentos e a perda na recuperação de ativos -passou de 2,77 no fim do ano passado para 3,05 no fim do 3º trimestre deste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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