Comerciantes locais de fogos de artifício esperam fechar o mês de dezembro com incremento de 10% a 40% em vendas num comparativo com mesmo período do ano anterior. Por isso apostam em preços baixos e novidades para os shows pirotécnicos de fim de ano com cores, formas e sons variados no intuito de atraírem ainda mais os clientes.
O proprietário da Fogueteria São João, Luis Santos, por exemplo, faz projeções otimistas e almeja crescimento de 10% nas vendas do próximo mês, em relação ao volume registrado no mesmo período de 2006.
Para Santos, apesar do mercado apresentar uma leve baixa na demanda em relação ao ano passado, 2007 foi um ano bom para as vendas, mesmo porque não houve grandes eventos que impulsionassem a comercialização dos produtos. “A meu ver, houve um empate técnico. Não tivemos eleições, nem copa do mundo neste ano, por isso acho que nos ficamos estáveis”, afirmou.
A expectativa do empresário é que no próximo ano, as vendas aumentem significativamente por conta do período eleitoral. Segundo Santos, em 2008, quando ocorrerem as eleições para prefeitos e vereadores, as vendas devem crescer pelo menos 30%, em relação a este ano.
Expectativa positiva
Para a gerente da Casa dos Fogos Lincon, Patrícia Feitosa, o mercado comportou-se favoravelmente durante os primeiros nove meses deste ano, o que segundo ela, representa um forte indício de boas vendas em dezembro.
Segundo ela, a loja pode chegar a registrar altas de até 40% nos 30 dias finais de 2007, em comparação às vendas da mesma época do ano passado, pois o mês representa um crescimento de cerca de 85% nos negócios sobre o acumulado do ano.
Para a gerente, a alta é resultado do desejo do consumidor incrementar os eventos com inovações. “As pessoas agora preferem os espetáculos com novos ingredientes, como cores variadas, apitos, estalos, curtos-circuitos, formatos de imagens no céu etc., além dos tiros tradicionais, que são a grande atração das festas”.
De acordo com Patrícia Feitosa, o ápice de vendas ocorre geralmente nos meses de junho, por conta dos festejos juninos, e dezembro, devido a época das festas natalinas e réveillon.
No estabelecimento, desde caixas de fogos de 12 tiros por R$ 12, a grandes shows pirotécnicos que chegam a custar acima de R$ 5 mil, e o cliente ainda pode escolher entre produtos nacionais e importados. “Geralmente eles optam pelos importados. Mesmo que sejam até 15% mais caros, produzem menos fumaça que os nacionais, tornando o espetáculo mais límpido, melhor de se ver”, explicou.
Mesmo sem experiência, negócio continua
Outra empresária do ramo que espera faturar no fim do ano é Meyre Santos. Após o falecimento do marido, a viúva assumiu um dos mais antigos estabelecimentos que comercializam produtos à base de pólvora na cidade, a Foguetaria Nova Esperança.
Mesmo sem experiência pessoal no mercado, a empreendedora disse que espera para o mês e dezembro um acréscimo em vendas de até 30% em comparação a igual período do ano anterior.
Superficial conhecedora dos processos de comercialização dos fogos de artifício, Meyre Santos avaliou que terá dificuldades em tocar o negócio, mas está otimista e espera lucrar em dezembro. Ela pretende continuar o empreendimento e comercializar os produtos em seu estabelecimento com preços variáveis entre R$ 6 e R$ 1.500.
Concorrer direto com fornecedor prejudica
Já para a comerciante da loja Irmãos Chamma, Ana Maria Viana Chamma, o mercado de fogos de artifício, por ser sazonal, manteve-se instável durante todo o ano, mas pode vir a apresentar melhoras no mês de dezembro. “Perdemos grande parte de nossa clientela do interior e isso nos enfraqueceu bastante”, alegou a comerciante.
Projetada para vender produtos no atacado, a distribuidora sente os impactos da negociação direta por parte dos distribuidores do Estado de Minas Gerais, únicos fornecedores do produto, com comerciantes do interior e camelôs da cidade a preços inferiore







