O cinema de animação

Em: 28 de outubro de 2014
O cinema de animação
O cinema de animação

De um tempo para cá, mais ou menos lá pela década de 1960, nossa cultura de lazer inclui assistirmos filmes de animação na televisão. Começamos assistindo desenhos animados da Hanna-Barbera Productions, do Walt Disney Studios, da Patie-Freleng Enterprises, depois vieram outras produtoras com novos personagens para animar as manhãs e as tardes da meninada, que até hoje ainda continuam sendo exibidos como as animações do Pica-Pau, da Pantera Cor de Rosa, do Frajola, do Mikey, do Pato Donald, do Urso do Cabelo Duro, do Zé Colméia e de tantos outros que fizeram a alegria e povoaram o imaginário dos meninos e meninas de ontem e de hoje. A animação, outrora feita de forma quase artesanal, ganhou celeridade e volume de filmes com o avanço das técnicas proporcionadas pelas novas tecnologias da informática. Softwares e hardwares deram nova forma às animações dos desenhos, ganharam volume, surgiram os desenhos animados em 3D. A partir daí o desenho passou a ser visto em três dimensões, como Toy Story (Pixar), El Chavo Animado (Anima Estudios). Mas não parou por aí, o desenho de animação passou a interagir com os atores reais, de carne e osso, como se fossem reais, criando uma realidade virtual. A história da animação de filmes é contemporânea do próprio cinema, começa nos primeiros ensaios do cinema mudo. Contudo, o primeiro desenho animado teria sido o do francês Émile Reynaud, criador do praxynoscópio, sistema de animação de 12 imagens, com filmes de aproximadamente 500 a 600 imagens, projetado no seu próprio théatre optique (parecido com projetor de filme), no Musée Grévin em Paris, França, em 28 de outubro de 1892, portanto anterior ao Kinescópio dos também franceses Lumière, a quem se atribui a invenção do cinema. A animação digital começou cerca de setenta anos depois, quando em 1962 Ivan Sutherland desenvolveu uma “caneta óptica” com a qual poderiam ser esboçadas imagens em um computador. O primeiro programa feito por Sutherland que permitia a realização de projetos com a ajuda de computador, chamado Sketchpad, permitia que os projetistas usassem computadores para criar projetos de automóveis, cidades e produtos industriais, depois, é claro, veio o cinema. Em 2002, a Asifa – Associação Internacional de Festivais de Animação -decidiu inaugurar o Dia Internacional da Animação e escolheu a mesma data da primeira projeção do Teatro Óptico, 28 de outubro. Em 2004, a AFCA (Associação Francesa de Cinema de Animação) se juntou à Asifa empenhando-se em tornar a data mundial. Na ocasião, o Anima Mundi foi procurado através da Asifa e repassou o contato à recém- constituída ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação. A ideia vingou e o Dia Internacional da Animação cresceu. Lembramos que o cinema de animação compreende o desenho animado, a animação de bonecos, a animação de fotos e a mais recente animação computadorizada. A coluna cumprimenta esses espetaculares artistas que saíram das sombras (antigo teatro de sombras chinês) até chegarem aos computadores. Até o próximo encontro!

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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