O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou as taxas de crescimento econômico do país em 2004 e 2005. De acordo com os novos cálculos, anunciados na sexta-feira, o PIM (Produto Interno Bruto) brasileiro manteve a elevação anterior de 5,7% em 2004, enquanto o número de 2005 passou de 2,9% para 3,7%, alcançando a marca de R$ 2,1 trilhões, com uma alta final de 3,2%. Com a medida, que faz parte da nova série de resultados do Sistema de Contas Nacionais do IBGE, o setor de Serviços ganhou mais peso.
Em relação ao valor adicionado do PIB, o setor aumentou sua participação de 63% para 65% em 2005, com variações positivas em volume e em preço sobre o total da economia. O destaque foi a atividade financeira e de seguros, com variação positiva de 5,3%, puxada pelo aumento da oferta de crédito, diz o IBGE. Os serviços imobiliários e de aluguel, por sua vez, cresceram 4,7%. A participação do valor de aluguel atribuído somente aos imóveis residenciais próprios cresceu 4,1%.
Atividades crescentes
Já na atividade serviços de informação e tecnologia, com crescimento em volume de 4%, o segmento de informática cresceu 7,1%. Comércio e transportes registraram elevação de 3,5% cada. O IBGE indica que a elevação do desempenho do setor de transportes foi marcado pelo aumento de 3,7% no volume de carga transportada e de 4,6% no de transporte de passageiros. O avanço das contas do comércio deveu-se às vendas 2,6% maior de bens intermediários e 3,9% de bens para consumo.
Mercado de trabalho
Em 2005, pela óptica da renda, a expansão da economia cresceu 3% no número de vagas no mercado de trabalho, totalizando 90,9 milhões de ocupações. A indústria teve crescimento de 2,1% em 2005, mas perdeu 0,8 ponto percentual na participação no total de sua participação no PIB. Destacaram-se a produção de minério de ferro, com alta de 12,5%, e a produção de petróleo e gás natural, com elevação de 11,7%.






