Informalidade representa 8,4% da produção

Em: 10 de novembro de 2007
O PIB revisado, divulga­do na última sexta-feira, somou R$ 2,147 trilhões. O IB­­­GE revisou o crescimento do PIB dos 2,9%, divulgados em março, para 3,2%
O PIB revisado, divulga­do na última sexta-feira, somou R$ 2,147 trilhões. O IB­­­GE revisou o crescimento do PIB dos 2,9%, divulgados em março, para 3,2%

O PIB (Produto Interno Bruto) de 2005 revisado pe­­lo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que a informalidade correspondeu a R$ 180 bilhões do movimentado pela economia, o equivalente a 8,4% do total. Levando-se em conta a incidência de im­pos­­tos sobre produtos, a in­­flu­­ência da informalidade so­­bre a economia chega a 10,1%.

O PIB revisado, divulga­do na última sexta-feira, somou R$ 2,147 trilhões. O IB­­­GE revisou o crescimento do PIB dos 2,9%, divulgados em março, para 3,2%. Um ano antes, a economia nacional havia crescido 5,7%.

A participação da informalidade na economia, no entanto, pode ser ainda mai­­­or. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto disse que o levantamento não consegue determinar o volume de empregados de forma infor­mal, exercendo atividades for­­­mais em empresas.

“Esse número (8,4%) é padrão. O número de empregos informais corresponde a 58% do total. Quando se olha a renda gerada por esse emprego, é menor. Em alguns momentos, há trabalhadores informais que trabalham am alguma empresa exercendo uma atividade formal”, afirmou Olinto.

Segundo Roberto Olinto, “tem que começar a olhar que existe a produção infor­­­­mal, que conseguimos cap­tar, e por outro lado, o empre­­go infor­­­mal”, avaliou. “Den­tro dos trabalhadores que são consi­­de­rados formais,­ a gente não consegue identificar o que é o trabalhador informal exercendo uma atividade formal”, acrescentou.
Olinto destacou que a informalidade no Brasil, quando comparada a outras econo­mias de países que fa­­­zem esse levantamento (prin­­­ci­pal­­­­mente os da América­ La­­tina), é “razoável em termos internacionais”.

A mudança no Produto Interno Bruto teve influência principal do segmento de serviços. Esse setor é responsável pela maior parte de geração de valor da economia. Os números atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que os serviços tiveram incremento de 0.3 p.p. (pontos percentuais) em relação ao levantamento anterior.

Como esse setor tem influ­ência de 65% sobre o PIB, contribuiu de forma decisiva para a revisão para cima do número geral. “Essa atividade teve forte influência do incremento da atividade de in­­­­termediação financeira (ban­­­­­­­­­cos e corretoras)”, disse.

A atividade agropecuária caiu de forma mais significativa, perdendo 0,7 p.p em relação à pesquisa de março. O setor, no entanto, tem peso de apenas 5,7% no PIB de 2005. A indústria manteve-se estável na revisão. Esse segmento corresponde a 29,3% do PIB de 2005.

“Foram incluídas informa­­­ções adicionais no PIB definitivo de 2005, tais como as pesquisas de serviços e co­­­­mércio, que permitiram um levantamento mais detalha­­­do”, assinalou Olinto.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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