O PIB (Produto Interno Bruto) de 2005 revisado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que a informalidade correspondeu a R$ 180 bilhões do movimentado pela economia, o equivalente a 8,4% do total. Levando-se em conta a incidência de impostos sobre produtos, a influência da informalidade sobre a economia chega a 10,1%.
O PIB revisado, divulgado na última sexta-feira, somou R$ 2,147 trilhões. O IBGE revisou o crescimento do PIB dos 2,9%, divulgados em março, para 3,2%. Um ano antes, a economia nacional havia crescido 5,7%.
A participação da informalidade na economia, no entanto, pode ser ainda maior. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto disse que o levantamento não consegue determinar o volume de empregados de forma informal, exercendo atividades formais em empresas.
“Esse número (8,4%) é padrão. O número de empregos informais corresponde a 58% do total. Quando se olha a renda gerada por esse emprego, é menor. Em alguns momentos, há trabalhadores informais que trabalham am alguma empresa exercendo uma atividade formal”, afirmou Olinto.
Segundo Roberto Olinto, “tem que começar a olhar que existe a produção informal, que conseguimos captar, e por outro lado, o emprego informal”, avaliou. “Dentro dos trabalhadores que são considerados formais, a gente não consegue identificar o que é o trabalhador informal exercendo uma atividade formal”, acrescentou.
Olinto destacou que a informalidade no Brasil, quando comparada a outras economias de países que fazem esse levantamento (principalmente os da América Latina), é “razoável em termos internacionais”.
A mudança no Produto Interno Bruto teve influência principal do segmento de serviços. Esse setor é responsável pela maior parte de geração de valor da economia. Os números atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que os serviços tiveram incremento de 0.3 p.p. (pontos percentuais) em relação ao levantamento anterior.
Como esse setor tem influência de 65% sobre o PIB, contribuiu de forma decisiva para a revisão para cima do número geral. “Essa atividade teve forte influência do incremento da atividade de intermediação financeira (bancos e corretoras)”, disse.
A atividade agropecuária caiu de forma mais significativa, perdendo 0,7 p.p em relação à pesquisa de março. O setor, no entanto, tem peso de apenas 5,7% no PIB de 2005. A indústria manteve-se estável na revisão. Esse segmento corresponde a 29,3% do PIB de 2005.
“Foram incluídas informações adicionais no PIB definitivo de 2005, tais como as pesquisas de serviços e comércio, que permitiram um levantamento mais detalhado”, assinalou Olinto.






