A Bolsa de Valores de São Paulo) tomou fôlego após amargar, anteontem, um dos seus piores dias do ano (queda de 4,34%). Nos EUA, o lucro da Wal-Mart animou os investidores, em contraste com as perdas bilionárias dos conglomerados financeiros devido a crise dos créditos “subprime”.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, valorizou 2,27% no fechamento, aos 62.927 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,49 bilhões.
O mercado teve um dia de “trégua” em relação à crise dos “subprime”. Sem indicadores econômicos de peso, e na ausência de novidades sobre prejuízos dos grandes bancos, o mercado voltou a atenção para o lucro acima das expectativas da gigante varejista Wal-Mart.
A cadeia de supermercados anunciou lucro de US$ 2,86 bilhões no terceiro trimestre, ante US$ 2,65 bilhões no mesmo período em 2006. A receita líquida somou US$ 90,88 bilhões, um acréscimo de 9% sobre o resultado no terceiro trimestre do ano passado, com a expansão de 16,9% nas vendas das unidades fora dos EUA e de 6,4% nas unidades americanas.
Em agosto, no auge da crise dos “subprime”, a Wal-Mart ajudou a derrubar as Bolsas de Valores quando rebaixou sua perspectiva de lucros para o ano, alegando que seus consumidores enfrentariam dificuldades financeiras nos meses seguintes. Os balanços das empresas brasileiras também ajudaram a dar novo ânimo para a Bolsa.
Dólar cai e fecha a R$ 1,76
O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 1,766 para venda, em retração de 0,67%, nas últimas operações. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,880 (venda), em declínio de 0,52%.
O BC adiantou o seu horário habitual do leilão de câmbio para as 11h43. Desde que retomou a prática diária desses leilões, a autoridade monetária optou pelo horário das 15h (com maior frequência) ou das 12h. O BC adquiriu divisas a R$ 1,7700 (taxa de corte).
A recuperação das Bolsas de Valores, após a derrocada de ontem, abriu espaço para o mercado de câmbio retomar sua tendência predominante de queda. O câmbio pode ter um motivo adicional de volatilidade nos próximos dias: o IPO (oferta pública de ações) da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), cujo período de reserva começa no dia 19. As ofertas de ações costumam ter grande participação de investidores externos e, por conseqüência, afetam os negócios do mercado de moeda.
No mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, caíram as taxas projetadas para 2008 e 2009, com exceção dos contratos para 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 recuou de 11,22% para 11,21%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa cedeu de 11,59% para 11,58%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 11,95% para 12,01%.







