Deficit dos EUA cai para US$ 40,81 bi

Em: 5 de novembro de 2015
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É o menor deficit desde fevereiro, de acordo com o Departamento do Comércio

O deficit comercial dos Estados Unidos recuou para US$ 40,81 bilhões em setembro, queda de 15% na comparação com o deficit de 48,02 bilhões (dado revisado de 48,33 bilhões antes informado) de agosto. Este é o menor deficit desde fevereiro, de acordo com o Departamento do Comércio. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam US$ 41,0 bilhões de deficit comercial.
O dado de setembro se deve à recuperação da demanda de outros países por bens norte-americanos, mas o panorama para as empresas continua turvo. As exportações subiram 1,6%, na maior alta desde o ano passado. As importações recuaram 1,8%, com os americanos reduzindo as compras de produtos estrangeiros, como celulares e carros.
Os números do comércio costumam flutuar a cada mês, muitas vezes obscurecendo tendências subjacentes. Ao longo de um período mais amplo, o comércio internacional despencou, enquanto a economia global fraca atenua a demanda por bens e serviços.
Nos EUA, as fábricas também foram atingidas pelo fortalecimento do dólar -resultado de esforços para estimular a economia por parte dos bancos centrais pelo mundo. Isso aumentou o preço dos produtos de outros países na comparação com bens precificados em outras moedas. No entanto, o deficit comercial dos Estados Unidos cresceu 3,9% na comparação com o mesmo período de 2014. Importações e exportações recuaram no ano.
Mesmo assim, a recuperação das exportações em setembro pode aumentar as esperanças de que o golpe contra as fábricas -com a desaceleração da China e de outros países emergentes – não deve ser tão duro quanto se pensava. Entre os produtos que registraram alta estão bens de consumo como obras de arte, antiguidades, selos e joias. Bens de capital também subiram.
O declínio das importações se deve em parte ao petróleo. O preço da commodity caiu acentuadamente nos últimos 18 meses. Mas a importação de outros produtos também caíram, em um possível sinal de que os negócios estão recuando -uma tendência que poderia restringir o crescimento da economia na direção de 2016. As importações de fornecimento industrial caíram para o menor patamar desde agosto de 2009, por causa da queda do preço do petróleo. As importações da commodity recuaram para o patamar mais baixo desde 2011. Bens de capital e bens de consumo também recuaram.
As exportações representam cerca de 12% da produção econômica dos EUA, permitindo que a expansão do país se estabeleça apesar da turbulência na economia global. O deficit comercial teve um efeito negligenciável no crescimento do terceiro trimestre, quando a economia cresceu 1,5%, em termos anualizados.
Apesar da recuperação das exportações em setembro, muitos economistas esperam que as vendas para outros países diminua ou estagne nos próximos meses, devido ao cenário internacional. Um relatório do Instituto de Gestão de Fornecimento da Indústria divulgado nesta semana mostrou que a indústria norte-americana cresceu no ritmo mais lendo em mais de dois anos em outubro. Um indicador de encolhimento das exportações pelo quinto mês seguido.
O deficit comercial também traz implicações políticas, com a administração do presidente Barack Obama procurando aprovação no Congresso para um acordo realizado no mês passado com 11 nações do Pacífico. A expansão do deficit tem alimentado a resistência a novas barreiras comerciais.
O deficit dos EUA com a China atingiu um recorde em setembro e avançou 8,4% na comparação com o ano passado. A diferença com o Japão cresceu 2,4%, com a União Europeia subiu 8,3%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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