Produtores de Apuí, Autazes, Balbina, Manaus, Catuá-Ipixuna e Sateré-Mawé estão presentes no evento, que se encerra hoje, que tem como finalidade dar forças para a cadeia produtiva de sementes e mudas no Estado. Criado e sediado na Universidade Federal do Amazonas, o projeto é fomentado pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) e tem como parceiros instituições como Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) e Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia).
O professor Manuel de Jesus é também coordenador do Centro de Sementes e organizador do evento. “Trouxemos coletores de fora no intuito de organizar a classe de coletores de sementes para encontrar resposta ao desafio de colocar esse produto no mercado”, conta o professor destacando as principais atividades oferecidas.
“Demonstramos aqui como se elabora o plano de negócio, vamos falar dos aspectos legais, vão ser levados para os laboratórios, herbários, enfim, é uma programação voltada para capacitação nas diferentes esferas” esclarece o professor Manuel de Jesus.
Há quatro anos, José Rodrigues trabalhava com coleta de sementes, quando decidiu fazer um curso no Centro de Treinamento do Museu da Amazônia, localizado no Assentamento Água Branca. Morador da área, José teve ajuda de engenheiros do Centro de Sementes para identificação de espécies em seu terreno que, agora, também é uma ACS (Área de Coleta de Sementes). “Já temos em torno de 40 espécies no local e ainda não conseguimos monetizar por conta de uma série de dificuldades. Fomos convidados a participar do evento para justamente tentar solucionar essas dificuldades e colocar os produtos no mercado”, relata o produtor.
Durante o evento, o estudante de Engenharia Florestal Diogo Siqueira apresentou seu negócio, a Esnam (Empresa de Sementes Nativas da Amazônia). O empreendedor iniciou sua trajetória na coleta, se formou como instrutor e buscava maneiras de comercializar as sementes. “Quando vi a minha frustração e dos outros coletores tive a ideia de abrir a empresa para revender essas sementes. A empresa é nova, temos centenas de espécies para trabalhar, nosso foco, atualmente, são as instituições de pesquisa, alunos de mestrado, doutorado e os pesquisadores do próprio Inpa”, conta Diogo.
O evento vai até hoje, quinta-feira (21) e terá ainda a 1ª Feira de Sementes Florestais da Amazônia, voltada para quem deseja adquirir sementes, sejam elas medicinais ou ornamentais. “A feira é aberta, vamos mostrar as sementes utilizadas para o plantio. As pessoas vão poder adquirir e apoiar o Centro de Sementes ou comercializando através de doação ou comercialização. São, aproximadamente, 40 espécies, além das 35 trazidas pelos produtores de Apuí que, atualmente, mais vendem dentro do Estado”, diz o professor Manuel de Jesus ressaltando que o público pode ser desde estudantes até o público externo interessado em plantio.
Seminário sobre sementes e mudas vai até hoje
Em: 21 de julho de 2016
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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