Um ‘aulão’ de empreendedorismo foi a marca do Startup GO, evento de alunos do 4º período do curso Sistemas de Informação da EST (Escola Superior de Tecnologia) da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), ocorrido na última quinta-feira (17), que reuniu alunos e egressos da UEA, consultores, investidores e startups. O evento, originado da disciplina Empreendedorismo 2, foi a chance para muitos de mostrarem pela primeira vez aos colegas e investidores, suas ideias de negócios e terem contato com jovens, hoje bem-sucedidos, que tiveram o mesmo início.
A ideia do evento, de estimular o empreendedorismo e o networking, veio de um desafio entre alunos de Sistemas de Informação explica a coordenadora do Startup GO, professora Elaine Jinkings. “Startups são os negócios do momento, mas como iniciar uma empresa própria sem o networking e o estímulo necessário para tornar este projeto, algo escalável? A grande ‘sacada’ do evento foi justamente essa, colocar frente a frente esses protagonistas”, conta a professora.
Atrações
Como atrações, o Startup GO teve a palestra da diretora do MEU (Movimento de Empreendedorismo Universitário), Clarissa Melo; mais o painel ‘E-Sight: uma oportunidade para amadurecer a sua ideia’, com o professor da UEA, Sálvio Rizzato, a consultora do Sebrae-AM (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas), Rozana Trilha e o líder do núcleo Anjos do Brasil em Manaus, Euler de Souza.
“A palestra de Clarissa, ‘Universitário S/A – construindo minha carreira desde o primeiro dia de aula’ foi bem representativa para o momento, já que a ideia de ser empreendedor já vem substituindo sonhos antigos como ter um cargo no governo ou ser contratado por uma grande empresa. Ter contato com essa realidade ainda na fase acadêmica é um grande impulso à vontade de empreender”, ressalta Elaine Jinkings.
A participação dos CEOs Bárbara Nicolau, Macaulay Souza e Jander Brandão (das startups Dream Kids, Onisafra e Busque Cursos, respectivamente) animou os presentes. “São três segmentos diferentes e três empreendedores jovens. Fazer com que o interessado em empreender tenha esse contato com quem já passou pelo mesmo, o faz ter mais confiança e um evento no ambiente acadêmico é menos tenso que encontros formais com investidores, tudo isso contribui para o sucesso”, afirma a professora.
Compartilhando experiências
Das startups presentes no evento da UEA, duas são finalistas do 2º DemoDay Amazonas, evento de demonstração de produtos e serviços inovadores com potencial de geração de negócios, que acontece no dia 25 de novembro. A Dream Kids é uma plataforma de aprendizagem adaptativa digital que ajuda pais e professores a perceber a evolução da criança de forma divertida, interativa e lúdica. O foco está no acompanhamento do desempenho da criança durante os jogos, gerando relatórios que identificam as áreas de conhecimento que ela possui mais ou menos habilidade, ajudando a revelar e desenvolver seus talentos.
Já a Onisafra é uma plataforma de negociações agrícolas que conecta os produtores diretamente às empresas compradoras, sem precisar de ajuda de intermediários nas transações. Para o CEO da startup, Macaulay Souza, participar do Startup GO pode gera novas parcerias e negócios.
“Um evento assim, no ambiente acadêmico, as vezes consegue abranger mais ideias que os eventos tradicionais fechados. Outra questão é que, quando acontecem palestras sobre empreendedorismo, os convidados são sempre muito experientes e de mais idade, um reflexo do sistema educacional que é mais voltado a pesquisa, isso acaba distanciando o jovem acadêmico que quer empreender. Quando iniciei, pensava que meus problemas e dificuldades eram exclusivos, mas isso é comum a todos. Isso causa mais empatia”, disse Souza.
O CEO acredita ter alcançado o público do evento e espera pelo fortalecimento do segmento de startups em Manaus. “A importância desse networking criado está na possibilidade de novos negócios, criam-se novas conexões e com mais gente empreendendo, o investidor se sente mais seguro em apoiar essas ideias. Costumo dizer que o mercado é o melhor professor, não basta ficar só desenvolvendo e não ‘meter a cara'”, disse o empreendedor.







