Mais de 58 mil deixaram de sacar

Em: 7 de agosto de 2017
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No Amazonas 282.416 trabalhadores sacaram aproximadamente R$ 368,1 milhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um número abaixo do esperado, segundo informações divulgadas pela Caixa Econômica Federal. A princípio foram identificados 341.206 trabalhadores, dos quais, 58.790 deixaram de sacar o valor disponível em conta.

De acordo com a instituição, no caso dos trabalhadores que não sacaram os valores até a data limite do calendário, que foi 31/07/2017, tais valores retornarão à conta vinculada do FGTS de titularidade do trabalhador e receberão atualização pela Taxa Referencial do período que permaneceu a disposição para saque, mais a remuneração pertinente ao período. A remuneração da conta vinculada do FGTS é de 3% ao ano. Ou seja, o trabalhador poderá utilizar o valor que não foi sacado para compra de imóveis e sacar após a solicitação da aposentadoria.

Ainda segundo a Caixa Econômica, esse valor poderá ser sacado caso o beneficiário seja presidiário ou comprove a impossibilidade de comparecer em uma unidade da Caixa Econômica por motivo de doença, pois esta situação está regulamentada de acordo com o Decreto Presidencial n°9.108/2017. Os demais apenas em casos de doenças graves e terminais poderão solicitar o saque do benefício.

Dados Nacionais
A Caixa Econômica Federal divulgou nesta segunda-feira, 07, uma errada com relação aos valores disponíveis para saque das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de acordo com a instituição o valor disponível era de R$ 49,8 bilhões e não R$ 48, 9 bilhões, conforme informado anteriormente. Porém, os brasileiros sacaram R$ 44,032 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

De acordo com a instituição, o valor injetado na economia acabou sendo maior que a estimativa inicial da própria instituição financeira, que informou inicialmente que R$ 43,6 bilhões estavam disponíveis para saque, mas acabou atualizando o valor disponível para R$ 49,8 bilhões (número já corrigido). O valor sacado, portanto, foi 88% do total disponível.

Para o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o valor disponível para saque subiu graças à atualização das contas com a apresentação de documentos pelos trabalhadores. Isso adicionou R$ 4,95 bilhões disponíveis para saque com a inclusão de 2,48 milhões de contas que estavam “ativas” no sistema, mas que, na verdade, eram “inativas” e a apresentação dos documentos permitiu a regularização da situação dessa conta.

Segundo o banco, 25,910 milhões trabalhadores com direito a saque retiraram os recursos disponíveis. O universo equivale a 79% das contas inativas.

Saques ajudaram a dar ‘certo alento’ ao varejo
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, avaliou nesta segunda-feira, 7, que os saques de mais de R$ 44 bilhões das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajudaram a dar “certo alento” ao varejo. Durante debate promovido na zona sul da capital paulista pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, o ministro disse ver espaço para as famílias voltarem a consumir, citando também como justificativa a seu otimismo a reação nas concessões de crédito e a volta da geração de postos de trabalho.

Ele afirmou que a melhora na disponibilidade de crédito ainda não se percebe nos empréstimos às empresas, mas adiantou que o governo tentará contornar isso com o lançamento, previsto para os próximos meses, de uma linha especial de capital de giro do BNDES a pequenas companhias.
Durante o evento, onde fez uma apresentação sobre perspectivas para a economia brasileira, o ministro traçou um cenário de recuperação lenta, mas sustentável, do Produto Interno Bruto (PIB). Comentou que, com a inflação inferior ao centro da meta, os juros devem permanecer por “muitos anos” abaixo das taxas do passado.

Citando previsões do mercado, Dyogo afirmou que o PIB deve fechar 2017 com crescimento próximo de 0,3%. O ministro, que é economista de formação, considerou, no entanto, que após o crescimento de 1% de janeiro a março, a atividade econômica deve ficar perto da neutralidade – ou seja, próxima ao zero – no segundo trimestre, tendo em vista os indicadores mistos da economia.

Apesar da recuperação modesta prevista para o ano, Dyogo considerou que o Brasil deixou a recessão para trás e engatou um novo ciclo de crescimento, que deve se estender “por muito tempo”. Esse crescimento não tem gerado, contudo, aumento de receitas ao governo, observou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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