Entender

Em: 23 de novembro de 2017
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Equivocadamente, alguns analistas entendem que houvera melhora nas condições de vida do povo, em decorrência  de um inesperado aumento das venda no varejo de apenas 1% ocorrido em setembro, puxado pelos supermercados, farmácias etc. Tratam-se de segmentos pontuais que nada tem a ver com uma melhora de renda real e efetiva, até porque a inflação elevara os preços de alguns alimentos  a valores proibitivos. Mas o importante sempre será  o controle desta, pois sua queda baliza o poder aquisitivo do brasileiro. Deste quadro sobreleva a reação ocorrida no consumo que aliada ao crescimento das exportações propiciara a reativação de nosso parque industrial que viu alguns segmentos crescerem 0,4%, conforme dados do Pnad. Parece agora ter nascido uma luz no fundo do poço, esperando-se que o governo faça sua parte e, assim, a Nação poderá deixar para trás a recessão e o caos vivido fruto da irresponsabilidade de governos populistas que geraram desemprego, recessão e só prestaram para sangrar os cofres públicos, quebrando a Petrobrás, a Eletrobrás, além de dilapidarem o BNDES com empréstimos direcionados a apadrinhados, cujas empresas e empresários que tiveram por objetivo o enriquecimento ilícito, sempre com a participação de políticos da pior escória.

Superado parcialmente o pânico na economia, assistimos agora uma verdadeira salada dentro dos partidos, face à proximidade do ano eleitoral. Ao povo não interessa saber o número de candidatos à Presidente, mas sua qualidade moral, postura comportamental, experiência e seu passado de conduta ilibada. Teremos alguém?

Nossa esperança é que a sociedade parece estar despertando para a chamada “política” e que não pode ser omissa. Deverá o eleitor afastar os  políticos já condenados, já denunciados e aqueles envolvidos em inquéritos. O abandono do cenário político gerara o desconhecimento de muitas situações graves que culminaram com o Mensalão e a própria operação Lava-Jato cuja corrupção abominável já apurada tirara da sociedade os recursos não aplicados na educação, saúde e segurança pública. Cabe a NÓS gerarmos novos políticos com práticas sadias e que trabalhem em defesa do povo e não de seus interesses pessoais. Com isto, teremos contribuído para uma oxigenação no Congresso, que é o que a sociedade tanto deseja.

O eleitor enfrentará a confrontação entre candidatos, cabendo-lhe distinguir os que amam a Nação daqueles “pedintes” habituais de votos com os torpes objetivos de sempre: enganar, mentir e abandonar. Afinal, reconstruir pressupõe inteligência  e sentimento de amor à Pátria. Não somos alienados e o povo afastará a hipocrisia dos que nos representam atualmente, banindo-os daquele ambiente poluído e corrompido, lá colocando os verdadeiros democratas, dignos e portadores da responsabilidade e compromisso com nosso Estado. A Nação precisa mudar e esta começa pela união do povo, fazendo despertar o sentimento de amor a Pátria e à bandeira verde e amarela, acreditando em nossa capacidade, força, iniciativa e criatividade como reação à mentira, à farsa fulcrada num bolivarianismo medíocre que conduzira o povo cubano e agora os venezuelanos à miséria.

Platão já nos ensinara: “A punição que os bons sofrem quando se recusam a agir é viver sob o governo dos maus”. E Abraham Lincolm completara: “Nós os cidadãos, somos os legítimos senhores do Congresso e dos Tribunais, não para derrubar a Constituição, mas para derrubar os homens que a pervertem”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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