Comércio Ampliado fechará ano em alta

Em: 21 de dezembro de 2017
Segundo o IBGE, o acumulado nos últimos 12 meses seguiu com resultado positivo de 9,5%
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Segundo o IBGE, o acumulado nos últimos 12 meses seguiu com resultado positivo de 9,5%

A receita nominal amazonense no comércio ampliado (que agrega o comércio normal mais a comercialização de veículos, motos, peças e materiais de construção) registrou um crescimento de 16,1% até outubro de 2017 se comparado com o mesmo mês de 2016. A variação acumulada anual no ano de 2017 ficou em 11,8%, se comparado com igual período de 2016. E por último, o acumulado nos últimos 12 meses seguiu com resultado positivo de 9,5%.

Para representantes do setor e especialistas, os resultados reafirmam a previsão de retomada econômica e geram previsões otimistas para 2018. Nacionalmente, o comércio ampliado teve uma evolução nas vendas superior ao comércio normal em 2017, a afirmação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com informações do IBGE-AM, esse crescimento ocorreu por algumas causas importantes para o consumo local. Para o assessor de comunicação do órgão no Amazonas, Adjalma Nogueira, houve uma folga de crescimento este ano, tanto o comércio de veículos quanto o de material de construção.

“O consumidor está buscando comprar bens duráveis, está voltando a confiar ou ter condições de adquirir bens mais estáveis. Acredito que isso seja saudável para o comércio, pois se há uma parada brusca no consumo de bens duráveis, certamente é porque o consumidor deixou de confiar no mercado ou perdeu o poder aquisitivo de compra, de forma que a evolução do comércio ampliado é um indicador interessante para analisar o comércio local e seu potencial evolutivo dentro do ano”, afirma.

Para o presidente da ACA (Associação do Comercial do Amazonas), Ataliba David Antônio Filho, se houve aumento nas vendas de bens duráveis, onde o acesso ao crédito é mais restritivo, pode-se concluir que o poder de compra do consumidor aumentou, embora o indicador de desemprego não tenha recuado. “Vejo essa recuperação lenta, embora de sinais positivos”, disse.

Comércio Normal

No valor acumulado do ano, o volume de vendas no comércio varejista normal, como nas lojas do Centro de Manaus a pesquisa registrou, em outubro de 2017, um crescimento de 7%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, colocando o Amazonas na 3ª posição no ranking dos melhores resultados. Em agosto e setembro de 2017, o volume de vendas apresentou um crescimento de 5,7% e 6,7%, respectivamente.

No agregado dos últimos 12 meses, o volume de vendas no comércio varejista do Amazonas registrou, em outubro de 2017, um aumento de 4,3%, em comparação aos 12 meses imediatamente anteriores, o que representa a 3ª maior alta dentre as unidades da federação.

De acordo com Nogueira, na verdade a pesquisa do comércio em outubro apresentou uma leve queda em relação ao mês anterior, mas na comparação a igual mês de 2016, houve evolução. “Outubro não foi um mês que potencializou o comércio comparado a setembro, mas que na verdade, não preocupa, porque o acumulado do ano no comércio também é muito bom. Assim, o setor tende a fechar o ano de 2017 de forma positiva, invertendo o que aconteceu no ano passado, quando tivemos uma queda brusca no acumulado do ano”, afirmou.

Volume de Vendas

Conforme a pesquisa, o volume de vendas no comércio varejista do Amazonas registrou, no mês de outubro de 2017, uma queda de 1,9% frente a setembro de 2017, na série com ajuste sazonal, após ter registrado um recuo de 2,4% e aumento de 3,4% em agosto e setembro de 2017, respectivamente. Em comparação com outras unidades da federação, apenas 5 apresentaram valores positivos a saber: Minas Gerais (2,1%), Rondônia (1,3%), Mato Grosso do Sul (1,0%), Santa Catarina (0,5%) e Espírito Santo (0,2%).

“No confronto com igual mês do ano anterior, o volume de vendas do setor registrou, em outubro de 2017, crescimento de 9,8%. Isso após os meses de agosto e setembro de 2017 terem marcado 6,8% e 14,7%, respectivamente. Em comparação com outras unidades da federação, o Amazonas ficou na 7ª posição do ranking dos maiores valores”, salientou o assessor.

Receita Nominal

Já na receita nominal de vendas no comércio varejista, a pesquisa do IBGE aponta que o Estado apresentou, no mês de outubro de 2017, uma queda de 2,9% frente a setembro de 2017, na série com ajuste sazonal, após ter registrado um recuo de 2,5% e crescimento de 4,2% em agosto e setembro de 2017, respectivamente. Em comparação com as unidades da federação, o Amazonas ficou na 5ª posição no ranking das maiores quedas.

“Quando se compara a receita nominal do mês atual com mesmo mês do ano anterior, o setor registrou, em outubro de 2017, crescimento de 6,5%, em relação a outubro de 2016, após ter registrado crescimento de 4% e 11,7% em agosto e setembro de 2017. Em comparação com as outras unidades da federação, o Estado do Amazonas ficou na 8ª posição entre as que apresentaram os maiores valores”, afirma Nogueira.

Valor Acumulado

No valor acumulado do ano, a receita nominal das vendas no comércio varejista do Estado do Amazonas registrou, em outubro de 2017, um crescimento de 7%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, colocando o Amazonas na 3ª posição no ranking dos melhores resultados dentre as unidades da federação.

“Já no agregado dos últimos 12 meses, a receita nominal de vendas do setor no Estado do Amazonas registrou um crescimento de 6% em outubro de 2017, em comparação aos 12 meses imediatamente anteriores, após ter registrado um aumento de 4,3% e 5,3% em agosto e setembro de 2017, respectivamente. Em comparação com outras unidades da federação, esse resultado levou o Amazonas a ocupar a 4ª posição”, finaliza.

A Pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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