Oportunidade inédita de crescimento econômico

Em: 13 de agosto de 2007
Éstamos no caminho certo. Possivelmente, em poucos anos teremos uma conjuntura a que minha geração jamais assistiu, mas que falta pouco para se materializar. Para isto, manter os fundamentos da economia estáveis.
Éstamos no caminho certo. Possivelmente, em poucos anos teremos uma conjuntura a que minha geração jamais assistiu, mas que falta pouco para se materializar. Para isto, manter os fundamentos da economia estáveis.

O Brasil tem oportunidade de crescimento inédita em sua história, decorrente da conjuntura mundial favorável e da solidez dos fundamentos de sua economia. Colhe os frutos do Plano Real, acrescidos de políticas implantadas na presente gestão do Banco Central, com estabilização da moeda, inflação baixa, o menor índice do risco-país, dívida externa reduzida e equacionada, exportações cada vez maiores e a iminência de ser elevado a grau de investimento pelas agências internacionais. Esses elementos positivos deverão estabelecer fluxo de recursos e investimento jamais visto.
Estamos no caminho certo. Possivelmente, em poucos anos teremos uma conjuntura a que minha geração jamais assistiu, mas que falta pouco para se materializar. Para isto, basta manter os fundamentos da economia estáveis e que o governo resista às pressões inflacionárias e outras que possam comprometer o equilíbrio fiscal. Quanto às reformas estruturais, tão aguardadas desde a promulgação da Constituição de 1988, vêm sendo feitas a um ritmo lento, é verdade, mas já se adotaram numerosas medidas, por iniciativa do governo, do Parlamento e advindas da própria sociedade, voltadas a mitigar os entraves burocráticos e fiscais.
Nesse contexto, é lamentável a anacrônica postura de alguns setores que insistem em promover invasões, greves de serviços essenciais e paralisações que afetam o dia-a-dia dos cidadãos e prejudicam a imagem do país. Falta ao governo e à própria oposição entenderem o real malefício dessas ações nefastas e a elas reagir, combatendo-as no exercício legítimo de sua autoridade e utilizando os instrumentos legais do estado de direito.
Também é preciso agilizar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), destravando a economia. Algumas medidas do programa redundam em benefícios diretos para a indústria de transformação. Para o setor gráfico, por exemplo, há pontos importantes, como a resolução de conflitos tributários (ISS x ICMS), redução de custos cartorários, desoneração de investimentos e neutralização da cumulatividade entre impostos federais, estaduais e municipais.
O melhor termômetro para mensurar o momento favorável é a performance das empresas. A T.Janér, fornecedora de soluções integradas para o setor gráfico, faturou R$ 192 milhões em 2006, cerca de 35% a mais do que em 2005, e projeta para 2007 crescimento de dois dígitos.
Os números sugerem o aquecimento da indústria gráfica, que, por sua vez, permite leitura do nível de atividade por meio das encomendas de embalagens, talões de cheque, cartões de crédito, manuais de automóveis e aparelhos eletrônicos, notas fiscais e outros itens indicadores do nível de atividade.
Assim, há um cenário muito propício para a definitiva redenção socioeconômica do Brasil.

Luiz Carlos Baralle é administrador de empresas e engenheiro industrial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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