Com o fim do embargo de produção de soja e a distribuição de 22,7 mil sementes para a agricultura familiar em 2017, o estado do Amazonas deve produzir 38,7 mil toneladas de grãos na safra 2018/2019. O número representa um crescimento de 27,7% em relação ao período anterior. Conforme levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o aumento deve-se principalmente ao retorno do cultivo da soja, iniciado ainda em 2017/18 e intensificado neste calendário agrícola.
“A Conab tem um programa que faz a compra das semenets agrícolas, que sãos sementes alimentares como milho, feijão e arroz. Todo ano estamos comprando milho e doamos para a agricultura familiar. Esses fatores contribuem para o aumento dessa produção de grão”, explica o encarregado do Segeo (Setor de Gestão da Oferta) da Conab, Thiago Magalhães.
Segundo os estudos, a expectativa é que a produção da oleaginosa no estado registra um incremento de 55,9% na produção, chegado a 5,3 mil toneladas do grão. Além da boa produtividade, que tende a crescer em 6,7%, a área plantada destinada à cultura está maior. Nesta safra devem ser semeados mais de 2 mil hectares de soja, contra 1,5 mil hectares registrados na última colheita.
No município de Humaitá, já existem algumas empresas da iniciativa privada já estão em processo de plantação experimental em um campo de 2 mil hectares. A finalidade é que o investimento aumente para uma área de 5 mil hectares até o fim do calendário agrícola 2019. “No Amazonas ainda temos uma produção muito pequena em relação a outros Estados. Mas, qualquer crescimento pequeno é importante. Caso esse projeto der certo, outras pessoas interessadas podem ir para Humaitá para alavancar a produção de grão”, disse.
Segundo o estudo, a expectativa é que a produção da oleaginosa no estado registre um incremento de 55,9% na produção, chegado a 5,3 mil toneladas do grão. Além da boa produtividade, que tende a crescer em 6,7%, a área plantada destinada à cultura está maior. Nesta safra devem ser semeados mais de 2 mil hectares de soja, contra 1,5 mil hectares registrados na última colheita.
Além da soja, o milho também deverá apresentar uma produção maior, chegando a 27,5 mil toneladas. O bom desempenho acontece mesmo diante de uma leve redução na produtividade do cereal plantado no estado, que é compensada pelo expressivo aumento de área. Enquanto a expectativa para o primeiro índice é de ser 2,3% inferior que a safra passada, a área semeada cresce cerca de 36%, chegando a 11 mil hectares.
Segundo a Conab, em 2017 foram investido R$ 458 mil em 22,7 mil grãos de milho. Em 2018, foram R$ 410 mil para aquisição de 19 mil grãos. Para a safra 2019/2020, está em andamento a compra de 22,7 mil sementes. Segundo Magalhães, as sementes são compradas de outras regiões do país, pelo fato do Amazonas ainda não possuir associações e cooperativas que atendam as exigência técnicas e burocráticas para o repasse delas. Muitas delas não conseguem cumprir as série de exigências e requisitos para o fornecimento dos grãos. Esses fatores levam o Estado a comprar sementes de cooperativas de outras regiões do país para manter o segmento em produtividade.
“No Amazonas não tem associações que passam a semente para Conab. Por mais que tenha associações, eles não têm os requisitos necessário para a venda. A questão é toda a organização. É preciso ter um capital de giro para fazer que as semenets cheguem no Amazonas, e nem toda entidade e associação local não tem estrutura para a produção de semente”, disse.
Incentivo
De acordo com o superintendente regional da Conab, Serafim Taveira, a falta de vocação do Amazonas em produzir grão é um dos fatores da lenta produtividade no Estado. Ele ressaltou, que já existem ações da companhia junto a Suframa (Superintendência Regional da Zona Franca) para atrair investimentos à região e estimular a produção de grãos.
“Apesar da falta de vocação do Amazonas para a produção de grão, não quer dizer que não tenhamos capacidade produtiva e nem um campo bom para isso. Temos a necessidade do setor da agricultura e piscicultura. Recentemente tivemos uma reunião na Suframa com uma empresa do interior de São Paulo que quer implantar uma sede aqui para produzir etanol por meio do grão de milho. Isso é importante para incentivar a produção”, disse.
Segundo Magalhães, outra forma de incentivar e aumentar a plantação e produção de grãos no Amazonas, é incentivar as prefeituras a comprar produtos da agricultura familiar por meio do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Segundos dados do ministério da educação, em 2017 apenas 17 municípios adquiriram os 30% mínimos, exigidos por lei, dos produtos da agricultura familiar.
“Seria interessante os órgão públicos fazerem uma aquisição, comprando produtos da agricultura familiar. O dinheiro aplicado na merenda escolar do município tem que atingir ao menos 30% desses produtos. Temos muitos municípios que não atingem esses 30% dos. Comprar esses produtos iria beneficiar e incentivar a produção de grãos. Assim teríamos mais emprego nos municípios e o trabalhador ficaria na sua cidade”, disse.







