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Em: 18 de junho de 2019
Reflexão sobre modelo mental atual como forma de redefinição de estratégias para para alcançar novos
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Reflexão sobre modelo mental atual como forma de redefinição de estratégias para para alcançar novos

Reflexão sobre modelo mental atual como forma de redefinição de estratégias para para alcançar novos modelos de negócios e o aproveitamento dos benefícios da inteligência artificial dentro do mercado, são um dos temas abordados no 18º Congresso de Gente e Gestão, realizado pela ABRH-AM ( Associação Brasileira de Recursos Humanos- Seccional Amazonas). O evento teve seu início ontem (18), e tem o seu encerramento hoje às 20h, no  Centro de Convenções Vasco Vasques.

Durante os dois dias de evento,  empresários, executivos, lideranças e especialistas dos mais diversos segmentos econômicos, têm a oportunidade de acompanhar as séries de palestras que abordam a realidade do mercado e seus desafios dentro do mundo tecnológico. Para a presidente da ABRH-AM, Kátia Andrade, o congresso é um momento de aprendizado paras as empresas e pessoas refletirem sobre a necessidade de se reinventarem e se adequar ao novo contexto da inteligência artificial com intuito de explorar suas potencialidades  humanas.

“Como todas as outras edições para escolher o tema do congresso a gente se inspirou no mercado. O que está impactando mais o mercado no atual cenário que vivemos? Esse avanço tecnológico, essa mudança disruptiva de tudo que a gente conhecia como certo e agora não temos mais certeza, e resolvemos trazer o tema para discussão. O ser humano tem inteligência múltiplas e muitas vezes a gente fazer unicamente uma mesma atividades acabamos nos bitolando. Sendo que temos um potencial muito maior de oportunidade de negócio e de entrega. Esse tema tem o propósito de refletir sobre qual é o real potencial do ser humano”, disse.

Dentro desse contexto, Kátia destacou, que é necessário as empresas darem ênfase no trabalho das potencialidades da mente humana dentro das novas competências que o mercado exige. Além disso, a necessidade de acompanhar o processo da evolução digital é um exercício que deve ser feito de forma constante para preparar e estimular o capital humano a tornar-se mais competitivo.

“Enquanto perdemos tempo pensando de como os robôs vão nos substituir, porque não gastamos esse tempo redescobrindo nossas potencialidades e verificando como podemos fazer o uso da tecnologia ao nosso favor?. O robô certamente vais substituir algumas atividades que são rotineiras. Mas, temos outras atividades que só o ser humano consegue fazer, porque somente ele tem intuição, tem criatividade e tem emoção. Ainda não conseguiram inventar uma máquina que pudesse reproduzir essas particularidades que só o ser humano tem”, explicou.

Segundo a psicóloga e diretora de gestão e estratégica de pessoas do ManpowerGroup Brasil, Wilma Dal Col, que em sua palestra, abordou o tema “Procura-se humanos, robôs precisam de pessoas”, a tecnologia não veio roubar o trabalho, ela veio transformar a forma como o humano pode realizar o trabalho diantes dos desafios do mundo digital.

“A tecnologia não veio roubar o trabalho, ela veio transformar a forma como o humano pode realizar o trabalho. E nesta transformação as habilidades humanas como relacionamentos de aprender a aprender diante de cenários novos e não ter medo de se transformar e se reinventar são essenciais para que você possa ter sucesso e você possa abraçar os trabalhos de alta tecnologia”, explicou.

Segundo uma pesquisa sobre escassez de talentos, elaborada pela ManpowerGroup Brasil, dos 13 milhões de desempregados no Brasil, em 2018, 34% das posições nas empresas não foram ocupadas. Ela explica, que isso ocorre  porque o mundo tecnológico e corporativo do mercado, exige da mão de obra qualificações básicas como relacionamentos, trabalhos mais colaborativos e um diferencial humano como requisito.

“A gente tem a ideia que os robôs estão roubando o lugar das pessoas no mundo do trabalho e na própria vida. Que a gente vai dispensar as pessoas e os robôs e a inteligência artificial fazem as coisas. Isso não é verdade. A pessoas tem que ler esse avanço tecnológico para que ela possa diante desse avanço, se reinventar e se transformar, usando muito mais sua habilidade humana e menos suas habilidades de realizar operações. É usar sua capacidade de pensar, de se relacionar e de se comunicar. E isso a máquina não faz com a mesma qualidade nunca”, disse.

O congresso contou também, com a EXPO RH (Feira de Exposição de Produtos e Serviços) que teve cerca de 50 empresas dos segmentos de alimentação; higiene e limpeza; educação e treinamento; saúde e bem estar; comunicação e marketing entre outros, que apresentaram produtos e serviços para as principais necessidades de organizações públicas, privadas e do terceiro setor.

Novidades

Uma das novidades do congresso deste ano foi a transmissão holográfica (imagem criada em três dimensões) do palestrante Maurício Benvenutti, fundador do Brasil Advisor Award, que diretamente do Vale do Silício, nos Estados Unidos, falou sobre as competências para construir carreiras e negócios em ambientes disruptivos. O gestor abriu o ciclo de palestras do primeiro dia.

Outra conferencista que fez parte do ciclo de palestra do primeiro dia, foi a consultora de inclusão profissional com deficiência e atriz, Tabata Contri. Tabata abordou o tema “Inclusão de pessoas com deficiência – Da obrigatoriedade à estratégia|”. Ela foi a primeira atriz cadeirante a fazer novela no Brasil e é coautora do livro “Inclusão – Conceito, histórias e talentos das pessoas com deficiência”.

“A ideia é conscientizar que as pessoas com deficiências e de diversidade de gêneros precisam ser contratadas pelo perfil e competência e não por caridade. No Brasil existem leis que dão essa obrigatoriedade de contratar deficientes mas por estar preocupados com números e não com a inserção delas no mercado. Então, a ideia é trazer essa reflexão para a sociedade”, disse.

Na trilha do conhecimento Inovar, o palestrante internacional Léo Bruno, membro do Fórum de Liderança Global da UNESCO, que atuou como executivo em empresas multinacionais do PIM (Polo Industrial de Manaus) abordou a questão da Liderança no Contexto da Indústria 4.0. Para ele, o aprendizado contínuo é fundamental para uma liderança eficaz no desenvolvimento de organizações públicas e privadas. Bruno é doutor em ciências comportamentais aplicadas pela Califórnia American University, nos Estados Unidos.

“Procurei passar uma visão crítica da liderança. É importante ter líder eficaz, se não é líder eficaz não é líder. E no mundo atual que as mudanças são rápidas, mas do que nunca a liderança é importante, porque o líder deve ser o patrocinador de mudança, e não só patrocinar, como também entra com recursos para que as mudanças ocorram. O que existe hoje e que foi constatado no planeta é que existem poucos líderes. Precisamos aprender a trabalhar na educação de novos líderes desde a infância para que elas venham a ser líderes eficazes e ajudar no desenvolvimento da sociedade”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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