Amazonas registra saldo de 1.683 novos empregos em junho

Em: 27 de julho de 2019
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O Amazonas teve um saldo de empregos (diferença entre contratações e demissões) de 1.683 vagas em junho. O número é o segundo melhor para o mês desde 2012, perdendo somente para junho de 2013, que registrou 2.334 ocupações. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem pelo Ministério da Economia, em Brasília.

Em junho de 2019, o Estado teve 11.514 contratações contra 9.831 demissões, resultando nos 1.638 novos empregos citados. Neste mesmo ano, de janeiro a junho, o saldo de vagas no Amazonas é de 5.509 postos de trabalho. No período, houve 72.860 admissões com carteira assinada, contra 67.860 dispensas de trabalhadores.

De junho de 2018 a junho de 2019, o Amazonas está com dados positivos na geração de empregos. De lá para cá, foram empregadas 144.864 pessoas e demitidas 133.150. Essa diferença representa um saldo de 11.714 empregos, aponta o Caged.

De acordo com o cadastro, falando por setores, em junho, a indústria teve o maior saldo de empregos, com 509 vagas preenchidas a mais. Na sequência, aparece a construção civil, com 406 postos. Em 2019, o setor industrial teve mais 2.616 empregos, o que representa 47% do saldo total do Estado.

Em junho, o comércio teve um saldo de 297 vagas – contratou 2.826 e demitiu 2.529 trabalhadores. Em 12 meses, o setor chegou a 2.419 postos de trabalho (38.009 contratados contra 35.590 dispensados), uma variação de 2,59%.

Já o setor de serviços teve um saldo de 309 vagas em junho no Amazonas – admitiu 4.571 trabalhadores e dispensou 4.262.  Mesmo assim, lideranças empresariais e industriais não estão satisfeitas com os números, mas admitem que a crise começa a ser vencida e veem um prognóstico bom para os próximos anos. 

“Tivemos muitas oportunidades de turbinar os negócios, mas a situação só deve mesmo melhorar com a aprovação de reformas que ainda continuam pendentes no Congresso Nacional”, avalia o presidente da CDL-AM (Câmara dos Diretores Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag. “Poucos investidores terão ousadia de aplicar novos recursos enquanto estiverem pendentes esses assuntos”, acrescenta.

Apesar disso, Assayag considera que o primeiro semestre do ano foi positivo e a partir do segundo abrem-se novas perspectivas. “Agora, no começo de agosto, será inaugurada mais uma loja do segmento comercial, o que representa a abertura de 250 novos empregos no Amazonas”, diz ele.

Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, a aprovação de novos projetos pelo Conselho da Suframa permitirá a movimentação de novos investimentos, possibilitando mais empregos e renda à população. “Claro, ainda não chegamos a um desempenho ideal, mas aos poucos vislumbramos que a situação começa a melhorar. Vamos apostar nas mudanças que o País tanto requer, principalmente nas reformas previdenciária e tributária. E acredito que a ZFM não será prejudicada porque é um modelo que leva benefícios para todos os brasileiros”, ressalta o empresário.

Brasil tem melhor resultado em cinco anos

Segundo o Caged, foram criados 48.436 empregos com carteira assinada em junho em todo o País.  Nos seis primeiros meses deste ano, o Brasil registrou 8.221.237 contratações e 7.812.737 demissões.

De acordo com o governo, trata-se do melhor resultado, para este período, desde 2014, ou seja, em cinco anos. No mesmo período do ano passado, por exemplo, foram abertas 392.461 vagas com carteira assinada. Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, apontam os dados oficiais.

Os números oficiais mostram também que, em junho deste ano, a criação de empregos formais somou 48.436 vagas com carteira assinada. Segundo o governo, esse é o melhor resultado para esse mês desde 2013 – quando foram abertas 123.836 vagas formais.

“Os dados do Caged indicam que teremos resultado melhor em 2019 em relação a 2018. A liberação dos saques do FGTS e outras medidas possibilitarão a retomada da saúde financeira dos consumidores que poderão pagar as suas dívidas e retornar ao mercado de trabalho”, avaliou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério da Economia, foram criados 524.931 postos de trabalho formais. Com o resultado de junho, o estoque de empregos estava em 38,819 milhões no final do mês passado. No final do mesmo mês de 2018, eram 38,294 milhões.

Os números do governo revelam que, no primeiro semestre deste ano, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já o comércio foi o único setor que demitiu no período citado – Indústria de Transformação: +69.286, Serviços: +272.784, Agropecuária: +75.380, Construção Civil: +57.644, Extrativa Mineral: +3.181 Comércio: -88.772, Administração Pública: +15.657 e Serviços Industriais de Utilidade Pública: +3.340.

Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em quatro das cinco regiões do País nos seis primeiros meses deste ano. Sudeste: +251.656, Sul: +111.455, Centro-Oeste: +76.110, Norte: +4.472 e Nordeste: -35.193.

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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