Arrecadação federal expande no Amazonas e supera média nacional

Em: 25 de janeiro de 2020
Estado registrou recuo em apenas dois dos 11 principais tributos administrados pelo fisco no Amazonas
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Estado registrou recuo em apenas dois dos 11 principais tributos administrados pelo fisco no Amazonas

O volume de impostos, contribuições arrecadados pela Receita Federal no Amazonas encerrou ao ano com expansão de 19,52%, ao passar de R$ 14,55 bilhões (2018) para R$ 17,39 bilhões (2019) e superou a média nacional (+5,48%), que totalizou R$ 1,54 trilhão. O Estado registrou recuo em apenas dois dos 11 principais tributos administrados pelo fisco, mas o recolhimento global perdeu força na reta final do ano.

Sem descontar a inflação, a soma de tributos federais, receita previdenciária e recursos não administrados pelo órgão totalizou R$ 1,61 bilhão em dezembro, 1,90% a mais do que o obtido em igual intervalo de 2018 (R$ 1,58 bilhão) –abaixo dos 3,10% anteriores e com cinco tributos no vermelho. Assim como em novembro, o desempenho do Estado ficou bem aquém da média nacional (+4,22%), que chegou a R$ 147,50 bilhões. Os números foram extraídos da base de dados da Receita Federal.

Em dezembro, os tributos sobre o faturamento registraram apenas uma baixa. Com R$ 60,07 milhões, o II (Imposto sobre Importação) sofreu retração de 5,63%. A Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), por outro lado, registrou o maior ganho, ao avançar 41,71%, totalizando R$ 424,89 milhões.

Outro dado positivo nos tributos sobre vendas veio da contribuição do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), que subiu para R$ 87,86 milhões, uma diferença de 8,74%. Com R$ 14,85 milhões arrecadados no mês passado, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subiu 13,44%, sendo alavancado pelo IPI de bebidas e o vinculado à importação, embora as rubricas de automóveis e de “outros” tenha ficado negativas.

Rendas em baixa

As baixas mais significativas se concentraram nos tributos sobre rendas. A maior queda veio do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), que recuou 34,11% e não passou de R$ 134,44 milhões. Foi acompanhado pelo IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), pela CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), e pelo IRPF (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), que encolheram 25,70% (R$ 124,43 milhões), 15,35% (R$ 111,91 milhões) e 8% (R$ 11,72 milhões), respectivamente.

Os dados positivos nos tributos sobre rendas vieram principalmente de tributos minoritários, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e ITR (Imposto Territorial Rural). O primeiro avançou 172,17%, ao chegar a R$ 11,54 milhões. O segundo totalizou R$ 190.613 e registrou elevação de 8,92% sobre dezembro de 2018.

Impactos por segmento

A Superintendência da Receita Federal na 2° Região Fiscal destacou, por intermédio de estudo fornecido por sua assessoria de imprensa, que o menor recolhimento de II no Amazonas se deveu ao desempenho das linhas de produção de áudio e vídeo e de informática, bem como a de refrigerantes, além da consultoria em tecnologia da informação. No acumulado, o reflexo positivo veio da fabricação de motocicletas e de equipamentos de informática, assim como da navegação de cabotagem.

As principais influências positivas do IPI vieram da fabricação de cronômetros e relógios, de motocicletas e equipamentos de informática. O dado negativo veio de consultoria em tecnologia da informação, do comércio varejista de joias e da produção industrial de áudio e video. Transmissão de energia, metalurgia do alumínio e ligas e fabricação de equipamentos para distribuição de energia impactaram negativamente o acumulado.

Já as expansões de IRPJ e CSLL estão atreladas aos resultados negativos dos planos de saúde, da fabricação de embalagens metálicas, e da rubrica de “outras sociedades de participação, exceto holdings”. As linhas de produção de eletroeletrônicos de áudio e vídeo, de motocicletas e de embalagens alavancaram o crescimento do acumulado.  

No caso de PIS e Cofins, o “descompasso” nas taxas de expansão entre os tributos se deveu ao desempenho da divisão industrial de aparelhos de recepção, gravação de áudio e vídeo, “cujo reflexo positivo sobre a taxa de crescimento da Cofins foi de 37,68 pontos percentuais, enquanto que no PIS houve reflexo negativo de 1,79 pontos percentuais”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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