Um plano de ação em combate ao novo coronavírus está sendo adotado por parte dos motoristas de aplicativos para se protegerem da doença. Diante do cenário, muitos motoristas estão tomando medidas paliativas. O uso do álcool em gel tem sido aliado no combate a prevenção e alguns.
Há quinze dias o motorista de app, Leandro Bezerra, tem recorrido diariamente ao uso do álcool em gel. De acordo com condutor, até o momento, os motoristas não receberam nenhum tipo de orientação ou recomendação da empresa para evitar a disseminação do vírus.
“A gente tem receio porque trabalhamos com o público em geral. A rotatividade é muito grande. A nossa preocupação não é apenas com o impacto financeiro que a doença pode causar, mas, principalmente, na saúde do estado”, diz ele ao destacar que teme um surto por acreditar que o estado não disponibiliza estrutura para este tipo de situação. “Observo que não há suporte para doenças em menor grau na cidade, imagina um surto de coronavírus?”.
Conforme Leandro, a preocupação ainda é maior porque as empresas fazem corridas rotineiramente para o aeroporto, inclusive de viajantes vindo de destinos onde o vírus SARS-CoV-2 tem registrado maior incidência.
Embora nenhuma caso do coronavírus tenha sido confirmado na capital, ele explica que os riscos precisam ser redobrados porque tem uma criança em casa. Não só os motoristas, mas os passageiros também temem essa situação. Tenho conversado com vários clientes. Eles também estão temerosos”. Além de higienizar as mãos, Leandro tem higienizado o volante e os bancos do carro diariamente.
A motorista Dora Nepomuceno, diz não estar preocupada com o vírus porque a probabilidade dele se proliferar aqui na região é difícil, além de saber que que não houve nenhum caso confirmado no Amazonas. Sobre o uso do álcool em gel ela diz que parou de fazer o uso do item por suspeitas de que o produto ao ser inalado estava provocando a alteração no exame do bafômetro.
“Procedimentos com relação a prevenção eu confesso que não tenho tomado. Mas mantenho a rotina de lavar o veículo a cada dois dias. Eu realizo a minha higiene diariamente. Mas não que isso seja uma grande preocupação”, assume. Ela diz ainda que têm colegas que estão trabalhando de máscaras, mas acredita ser constrangedor para o passageiro.
O representante da Associação de Motoristas por Aplicativo de Manaus, Alexandre Matias, confirma que a ausência de orientação por parte das empresas de aplicativos em relação ao vírus, têm feito muitos motoristas utilizarem antibactericidas nos veículos. “Os condutores estão tomando as próprias medidas. A preocupação é grande porque a categoria realiza cerca de 25 corridas por dia e todas as vezes que terminamos uma viagem usa-se o álcool em gel o que requer investimento no item e muitos não estão preparados para este tipo de gasto, mas precisam se proteger”. Ele lembra ainda que a escassez dos produtos de prevenção, quando encontrados, estão com os valores super elevados.
Alexandre comunica que não é verídica a notícia informando que os motoristas foram orientados a realizar viagens com as janelas abertas durante as corridas para evitar o vírus. “Isso não existe. Se algum motorista está operando desta forma, eu considero de má fé”. .
Nota
Para auxiliar e orientar os usuários da plataforma, a 99, empresa de mobilidade urbana, criou uma página dentro do seu site com orientações para motoristas parceiros e passageiros sobre o que fazer, quais os sintomas, onde buscar ajuda e outras informações com foco na prevenção.
Se, mesmo tomando essas precauções, o motorista parceiro ou o passageiro apresentarem sintomas parecidos com o de uma gripe, como febre, cansaço, tosse seca, dores no corpo, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarréia, ele pode ligar gratuitamente para o Disque SUS, no telefone 136, para obter mais informações e locais de atendimento.
O Ministério da Saúde disponibiliza ainda um número de Whatsapp: (61) 99289-4640. O protocolo completo e atualizações diárias de novos casos suspeitos e confirmados podem ser encontrados no site do órgão: www.saude.gov.br/coronavirus.
Transmissão e notícias falsas
A gripe do novo coronavírus é transmitida de uma pessoa doente para outra, por contato próximo (de até dois metros de distância) e por meio de saliva, espirro, tosse, catarro, toque ou aperto de mão e objetos e superfícies contaminados.
Ao contrário de correntes falsas que circularam por meio de mensagens do whatsapp, o coronavírus não causa pneumonia de imediato e também ainda não há nenhum medicamento disponível para a sua cura. Assim como chá de gengibre e erva-doce não são indicados para combater a doença.
Fake news como as acima causam pânico na população e atrapalham os trabalhos de prevenção e investigação dos órgãos oficiais. Por isso, é importante sempre verificar a fonte da informação que está circulando em redes sociais. Para isso, o Ministério da Saúde criou uma página para esclarecer o que é falso e verdadeiro sobre o coronavirus: https://www.saude.gov.br/fakenews/coronavirus.
A assessoria informou ainda que as orientações de prevenção específicas voltadas a categoria estão em tratativas junto ao Ministério da Saúde. Assim que tiver novidades no protocolo de prevenção, além das já passadas, serão divulgadas.
Uber oferece orientações de como se previnir
Diante a preocupação com o novo coronavírus, a empresa de mobilidade urbana Uber oferece orientações aos motoristas de como evitar o contágio e a propagação do vírus.
– SE ESTIVER DOENTE, FIQUE EM CASA. Caso você esteja levemente doente, apresente sintomas de doenças respiratórias ou febre (acima de 38 °C ou 100,4 °F), fique em casa e interrompa o contato próximo com outras pessoas. Se os sintomas piorarem, ligue para um médico.
– LAVE AS MÃOS COM FREQUÊNCIA. Lave as mãos com água e sabão líquido por pelo menos 20 segundos ou use um gel desinfetante com pelo menos 60% de álcool para desinfetar as mãos. Evite tocar os olhos, o nariz e a boca com sem ter lavado as mãos antes.
– CUBRA A BOCA E O NARIZ AO TOSSIR OU ESPIRRAR. Use um lenço de papel para cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e depois lave as mãos. Se não tiver um lenço de papel, cubra com a parte interna do braço.
– LIMPE E DESINFETE SEU VEÍCULO. Preste atenção especial às superfícies com as quais você e os usuários entram em contato frequentemente.
Mais informações podem ser encontradas neste link.







