O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer adotar “medidas de afogadilho” para compensar a receita que será perdida com o fim da CPMF. O Senado rejeitou na semana passada a proposta de prorrogação da CPMF, que injetaria R$ 40 bilhões aos cofres públicos em 2008.
Na semana passada, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que a equipe econômica iria apresentar um pacote de medidas compensatórias. Bernardo afirmou que essas medidas serão apresentadas na quarta-feira para o presidente Lula.
“O importante é que o presidente não quer nada de afogadilho. Não precisamos tomar medidas em caráter emergencial”, disse Bernardo. Segundo ele, o pacote contemplará as linhas gerais já anunciadas: manutenção do superávit primário em 3,8% do PIB, preservação dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e dos programas sociais e não criação de uma nova CPMF.
Para Bernardo, terá que ser feito um trabalho minucioso para definir o que pode ser cortados e quais receitas podem sofrer elevação, mas sem a necessidade de criação de um novo tributo. “São mais receitas e diminuição dos gastos. Não tem mágica que nos faça fugir dessa lógica”, concluiu.
O governo irá trabalhar para que o reajuste da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) não seja afetado pela perda de arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) no próximo ano.
Segundo o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), esse reajuste tem um impacto estimado de aproximadamente R$ 2,5 bilhões.







