Empresário investigado ganha habeas-corpus

Em: 2 de janeiro de 2008
Em junho, o empresário foi beneficiado pela decisão favorável a Antonio Petrus Kalil, e foi solto
Em junho, o empresário foi beneficiado pela decisão favorável a Antonio Petrus Kalil, e foi solto

O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu liberdade ao empresário João Oliveira de Farias, um dos investigados na Operação Hurricane (furacão), da Polícia Federal, até o julgamento final do habeas corpus. A decisão foi em liminar (provisória) concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Farias é acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa e contrabando. Ele foi preso por determinação da juíza da Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Em junho, o empresário foi beneficiado pela decisão favorável a Antonio Petrus Kalil, e foi solto. Mas o TRF-2 (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região revogou a liberdade. Farias recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas a ministra-relatora Laurita Vaz determinou o arquivamento do habeas corpus.

Lavagem de dinheiro

Ao conceder a liminar, o ministro ressaltou que a acusação específica atribuída ao empresário nesse habeas corpus é referente à lavagem de dinheiro. Segundo Marco Aurélio, foram encontrados na residência de Farias R$ 600 mil em espécie. O valor, segundo o Ministério Público Federal, viria da exploração do jogo do bicho, máquinas caça-níquel e casas de bingo.

“O ato (descoberta do dinheiro) tem como base maior a imputação e, quanto a esta, não cabe presumir a culpa”, destacou o ministro, ressaltando que deve ser aguardada a instrução processual e a prova por parte do Ministério Público.

A liminar foi concedida por Marco Aurélio em 17 de dezembro, mas a Justiça Federal do Rio ainda não confirmou se a decisão foi cumprida.

A primeira etapa da Operação Hurricane, deflagrada em 13 de abril de 2007, prendeu 25 pessoas, entre magistrados, bicheiros, policiais, empresários, advogados e organizadores do Carnaval do Rio.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Hurricane no dia 19 de junho de 2007. Desta vez, o foco eram policiais acusados de receberem propina para facilitar a ação da máfia dos bingos e dos caça-níqueis.

No dia 3 de julho de 2007, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Hurricane, atingindo policiais acusados de receber propina da máfia dos jogos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar