Casal é proibido de registrar próprio filho

Em: 3 de janeiro de 2008
“Eles acham que o nome remete à figura de um selvagem, criando assim um senso de inferioridade e não garantindo ao menino a dignidade necessária”
“Eles acham que o nome remete à figura de um selvagem, criando assim um senso de inferioridade e não garantindo ao menino a dignidade necessária”

A Justiça italiana proibiu um casal de registrar o filho com o nome de “Sexta-feira”, personagem de “Robinson Crusoé”. Se­gundo os juízes, o nome traz carga de vergonha e ri­dículo ao garoto. A informação é do portal de notícias G1.

“Eles acham que o nome remete à figura de um selvagem, criando assim um senso de inferioridade e não garantindo ao menino a dignidade necessária”, disse a advogada do casal, Paola Rossi, ao comentar a decisão dos juízes.

De acordo com ela, os pais vão recorrer da decisão junto à Suprema Corte italiana. Mara e Roberto Germano, cujo filho nasceu em 3 de setembro de 2006, registraram e batizaram o menino como Venerdi, que em italiano significa “Sexta-feira”.

Apesar de o garoto não ter nascido numa sexta-fei­ra, e sim num domingo, seus pais gostaram do nome, disse a advogada. “Eles queriam um nome diferente, original, e este não pareceu um nome que causasse vergonha”, dis­se Rossi em entrevista. “Acho que ele faz lembrar o dia da semana, e não da personagem do livro.”

O assunto terminou nas mãos dos juí­zes de Gênova, cidade do nor­te italiano onde vive o casal, porque os oficiais de cartório são obrigados por lei a relatar os nomes estranhos à Justiça. Para os juízes o nome da criança é colocá-la em situação vexatória.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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