As indústrias de motocicletas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) se reúnem no dia 19 de fevereiro com técnicos da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para discutir a proposta de alteração do PPB (Processo Produtivo Básico) de motos, apresentada em dezembro pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Sem adiantar detalhes da proposta, o diretor-executivo da entidade, Moacyr Paes, afirmou que a associação pede mudanças para fortalecer o PPB de duas rodas, que hoje permite um nível de importação considerado perigoso pelos fabricantes já instalados em Manaus. “Achamos que o PPB está fraco, porque não traz grandes investimentos e nem o desenvolvimento tecnológico desejado. Queremos que a política industrial de motocicletas seja mais real e proporcione às empresas um crescimento responsável”, assinalou.
Contrapartida das indústrias
Para o dirigente, as indústrias que se instalam no parque local têm que contribuir com a geração de empregos e o desenvolvimento de novas tecnologias. Entretanto, Moacyr Paes deixou claro que, na visão da Abraciclo, o compromisso com o Estado do Amazonas não vem sendo estimulado como deveria pela atual política industrial. “Da forma que está, o PPB é complacente e permite tanto a importação de peças como de motos prontas”, observou.
Propostas só até o dia 11
Segundo informações da Abraciclo, 16 fabricantes de motocicletas já se instalaram na ZFM (Zona Franca de Manaus) ou possuem projetos aprovados na Suframa para se implantar no PIM. De acordo com Moacyr Paes, todas as empresas devem enviar suas considerações sobre a proposta de alteração do processo produtivo básico ao CGAPI (Coordenação-Geral de Acompanhamento de Projetos Industriais) da Suframa, até o dia 11 de fevereiro.
Componentes ‘made in Manaus’
Apesar do receio que a indústria tradicional da cadeia de duas rodas tem da ‘maquiagem’ industrial, prática de empresas que importam as peças e só montam o produto na fábrica, os indicadores de desempenho do PIM apontam que a maior parte dos insumos é adquirida em Manaus.
De janeiro a novembro do ano passado, o subsetor de duas rodas do Pólo Industrial de Manaus aplicou US$ 3.27 bilhões na aquisição de insumos. Desse montante, 46,73% (US$ 1.53 bilhão) foi pago a fornecedores locais, o que mostra a força da indústria de componentes do pólo de duas rodas. Outros 32,17% (US$ 1.05 bilhão) ficaram com o mercado doméstico e apenas 21,10% (US$ 691.20 milhões) foram destinados às importações.







