As nomeações políticas para a Petrobras, Eletrobrás, Eletrosul e Eletronorte que viraram alvo de disputa entre PMDB e PT são criticadas pela oposição. Para o PSDB, o governo está “partidarizando” e “aparelhando” um setor que deveria ser essencialmente técnicos e não político. Os tucanos temem que as indicações estimulem as especulações negativas e levantem dúvidas sobre a eficiência do setor elétrico.
“O que estamos assistindo é o aparelhamento e a partidarização do setor. Isso jamais poderia ocorrer. É necessário colocar um limite nisso. Nós, no Congresso, tentamos, mas nem sempre temos votos. Então é necessário que a sociedade cobre”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP).
Para o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o governo “já passou há muito tempo dos limites” ao aceitar indicações tanto do PMDB como do PT para cargos-chave nas estatais.
De acordo com ele, as nomeações políticas não podem contaminar os cargos técnicos porque isso compromete o funcionamento do setor.
“O presidente Luiz Inácio acertaria mais se fizesse um governo técnico e não ficaria preso aos partidos. Ao nomear políticos há uma ingerência direta dos partidos (políticos) nos setores. O que estimula o mercado de especulações”, disse Hauly.
No quinto mandato parlamentar, Hauly afirmou ser impossível um partido querer indicar um determinado nome para uma função específica sem receber benefícios por isso.







