Oposição critica loteamento político

Em: 28 de janeiro de 2008
“O que estamos assistindo é o aparelhamento e a partidarização do setor. Isso jamais poderia ocorrer. É necessário colocar um limite nisso
“O que estamos assistindo é o aparelhamento e a partidarização do setor. Isso jamais poderia ocorrer. É necessário colocar um limite nisso

As nomeações políticas para a Petrobras, Eletrobrás, Eletrosul e Eletronorte que viraram alvo de disputa entre PMDB e PT são criticadas pela oposição. Para o PSDB, o governo está “partidarizando” e “aparelhando” um setor que deveria ser essencialmente técnicos e não político. Os tucanos temem que as indicações estimulem as especulações negativas e levantem dúvidas sobre a eficiência do setor elétrico.

“O que estamos assistindo é o aparelhamento e a partidarização do setor. Isso jamais poderia ocorrer. É necessário colocar um limite nisso. Nós, no Congresso, tentamos, mas nem sempre temos votos. Então é necessário que a sociedade cobre”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP).

Para o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o governo “já passou há muito tempo dos limites” ao aceitar indicações tanto do PMDB como do PT para cargos-chave nas estatais.

De acordo com ele, as nomeações políticas não podem contaminar os cargos técnicos porque isso compromete o funcionamento do setor.

“O presidente Luiz Inácio acertaria mais se fizesse um governo técnico e não ficaria preso aos partidos. Ao nomear políticos há uma ingerência direta dos partidos (políticos) nos setores. O que estimula o mercado de especulações”, disse Hauly.

No quinto mandato parlamentar, Hauly afirmou ser impossível um partido querer indicar um determinado nome para uma função específica sem receber benefícios por isso.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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