GM amplia instalações de centro de design para criar modelos globais

Em: 11 de março de 2008
De 2006 até o mês de setembro deste ano serão US$ 36 milhões em investimentos
De 2006 até o mês de setembro deste ano serão US$ 36 milhões em investimentos

O centro de design da General Motors da LAAM, região que engloba a América Latina, África e Oriente Médio, que fica no Brasil, passa por um processo de ampliação em suas instalações, a fim de atender as suas novas responsabilidades dentro da corporação. Ou seja, desenvolver, junto com as áreas de Engenharia e Manufatura, a partir de São Caetano do Sul/SP, veículos globais. Desde 2006, o centro tecnológico da GM do Brasil –onde se encontra o centro de design– tem como missão desenvolver a arquitetura global das novas gerações de picapes médias a serem produzidas pelas fábricas da empresa no mundo.
Nesta ampliação, estão sendo investidos desde 2006 até setembro de 2008 –quando as obras ficam prontas– cerca de US$ 36 milhões, tanto no aumento da estrutura física quanto na aquisição de novos e os mais modernos equipamentos, além de contratação de novos profissionais. “O centro de design da GM no Brasil terá seu tamanho triplicado, passando dos atuais 3.000 m² para 9.150 m² de área construída”, informou Carlos Barba, diretor de design da GM para a Divisão LAAM.
Além da área, o efetivo de pessoas também será ampliado, de 79 funcionários para 190 profissionais entre o pessoal criativo (designers), de suporte (modeladores di­gitais), responsáveis pela construção de protótipos (escultores) e administrativo.
No quesito equipamentos, que consumiram a maior parte do investimento, a tecnologia inerente a um centro de design fica ainda mais evidente. As quatro máquinas de Usinagem de Clay (equipamento utilizado na construção de superfícies físicas geradas a partir de uma imagem gráfica), serão substituídas por 16 máquinas de última geração (mesmo equipamento que está sendo utilizado na GM nos Estados Unidos).
Outros exemplos são o novo equipamento de Estereolitografia (Processo que solidifica camadas de resina foto-sensível por meio de laser, para prototipagem rápida de peças de alta precisão e finalização de superfícies) e renovação do parque tecnológico com padronização global de hardware e software, com duplicação na quantidade de equipamentos. No total são 23 tipos de equipamentos (incluindo hardware e software), entre novas aquisições e/ou modernizações.
Um dos locais do centro design que receberá novos equipamentos é a sala ‘3D’ (Realidade Virtual), que já era uma das três mais modernas do Brasil e, agora que recebeu máquinas de duas gerações a frente, tornou-se a mais avançada do país e passa a ser a mais moderna da América Latina. “Em nível tecnológico, nossos equipamentos estão à altura dos que existem nos Estados Unidos, países da Europa, enfim, de qualquer lugar do mundo”, observou Carlos Barba.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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