Marfrig deve abater ovinos no Brasil neste 2º semestre

Em: 12 de março de 2008
A primeira unidade brasileira do grupo a iniciar a atividade será a de Promissão (SP), a partir do segundo semestre. A unidade frigorífica terá capacidade para abater 500 animais por dia.
A primeira unidade brasileira do grupo a iniciar a atividade será a de Promissão (SP), a partir do segundo semestre. A unidade frigorífica terá capacidade para abater 500 animais por dia.

O Grupo Marfrig, um dos maiores frigoríficos do país, é uma das empresas que está intensificando as apostas na ovinocultura e começa o abate esses animais em algumas de suas plantas no Brasil, a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, o grupo faz o abate de ovinos nas unidades do Chile e do Uruguai.
A primeira unidade brasileira do grupo a iniciar essa atividade será a de Promissão (SP), a partir do segundo semestre. A unidade frigorífica terá capacidade para abater 500 animais por dia e, mesmo com a nova atividade, manterá o nível de abate bovino diário, que é de 5.000 cabeças.
Também está nos planos da companhia que a unidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, inicie o abate de ovinos em 2008. No caso deste segundo frigorífico, a capacidade será de 1.000 ovinos por dia. “Essa unidade está em reforma por enquanto”, disse Roberto Barcellos, gerente de Projetos Especiais do Grupo Marfrig.
Os primeiros abates no país são consequência da parceria feita entre a companhia e a Rissington Breed­line, da Nova Zelândia, que resultou na formação da Rissington Brasil.
“Um dos objetivos da parceria foi apostar no melhoramento genético. A partir daí houve difusão dessa genética para alguns parceiros aqui no país”, comentou Barcellos. A empresa conta com 50 produtores parceiros no projeto.
Barcellos diz acreditar­ que o consumo desse tipo de carne deve crescer no Brasil. O setor vem se profissionalizando nos últimos anos. “Há interesse na seleção para criar carne de alta qualidade. Antes, o cordeiro era consumido como a sobra da produção de lã”, lembrou.
É interessante reforçar que a Nova Zelândia é o maior exportador mundial nesse segmento e o país é grande consumidor da carne de ovinos. “Para se ter idéia, naquele país, cada pessoa consome cerca de 32 quilos por dia, enquanto no Brasil o consumo é de 700 gramas por pessoa ao dia”, contou Antônio Augusto Coutinho, coordenador nacional da área de Ovinos e Equinos da Tortuga. A Tortuga é outra empresa que está apostando no segmento e investindo no desenvolvimento de novos produtos. A partir de abril, haverá quatro novos tipos de suplementos minerais à disposição dos criadores no mercado.
Grupo Marfrig e Tortuga participam da quinta edição da Feinco (Feira Internacional de Caprinos e Ovinos), que acontece em São Paulo até este sábado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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