Câmara busca encontrar solução para pacientes renais

Em: 17 de março de 2008
Porfírio disse que a hemodiálise é um tratamento de alto custo e seria mais barato para o governo criar a central de transplantes. Após um transplante, o paciente pode ter uma vida normal, e voltar a ser produtivo.
Porfírio disse que a hemodiálise é um tratamento de alto custo e seria mais barato para o governo criar a central de transplantes. Após um transplante, o paciente pode ter uma vida normal, e voltar a ser produtivo.

O apelo feito pelos pacientes renais crônicos do Estado do Amazonas, durante manifestação em frente à Susam (Superintendência de Saúde do Amazonas) e na ALE (Assembléia Legislativa do Estado), comoveu o presidente da CMM (Câmara Municipal), Leonel Feitoza (PSDB).
Os doentes renais foram buscar apoio para sua luta pela implantação de um laboratório e uma central de transplantes para salvar suas vidas, mas não foram atendidos na Susam.
Na Assembléia Legislati-va, dois deputados falaram a favor do grupo, composto por pouco mais de três dezenas de doentes, parentes e amigos, mas que representa um universo de 1.060 portadores de insuficiência renal crônica.
“Vamos marcar uma audiência para que eles exponham todos os seus problemas e reivindicações. Não vamos ficar alheios a esse segmento social, até porque a Câmara Municipal de Manaus é a Casa do Povo, onde o cidadão tem direito à livre manifestação e de buscar ajuda de seu representante através do voto”, declarou o presidente Leonel Feitoza.
Os pacientes renais crônicos estão pedindo a instalação de uma central de transplantes para que possam receber rins de cadáveres -já que o transplante intervivos já é realizado por uma clínica particular da cidade– e possam ter esperança de uma vida mais longa e com mais qualidade se puderem realizar este tipo de cirurgia que hoje está muito distante daqueles pacientes que não possuem recursos financeiros para acrcar com os custos da cirurgia. No momento fazem apenas hemodiálise.
O vice-presidente e porta-voz da Arcam (Associação dos Renais Crônicos do Amazonas), José Porfírio Bessa, revelou que os pacientes passam por uso de equipamentos inadequados, desconforto, fome, falta de transporte e muito mais.
Quem é portador de doença renal crônica é obrigado a fazer hemodiálise, pelo menos três vezes por semana. Esse processo consiste na “filtragem” do sangue de uma pessoa, por meio de uma máquina que retira todo o sangue do corpo, filtra e depois o devolve limpo para dentro do corpo.
Porfírio Bessa apontou que a hemodiálise é um tratamento de alto custo financeiro e social e sairia muito mais barato para o governo criar a central de transplantes. “Depois de um transplante, o paciente pode ter uma vida normal, e voltar a ser produtivo. Não fica apenas na dependência dos recursos públicos. E isso é bom tanto para nós como para o Estado, pois vamos deixar de ser um custo a mais para o governo . Agora por que não é feito?”, cobrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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