A escolha do transporte aéreo como fator competitivo

Em: 26 de março de 2008
Pensando em custos logísticos é sempre importante mensurar o custo com o transporte.
Pensando em custos logísticos é sempre importante mensurar o custo com o transporte.

Pensando em custos logísticos é sempre importante mensurar o custo com o transporte. Importantíssimo também é saber qual o melhor modal a ser utilizado sempre levando em consideração a natureza da mercadoria, a embalagem, distância e a urgência. Bom lembrar que dentre os modais destacam-se por sua popularidade ou uso mais constante o rodoviário, ferroviário, aquaviário e o aéreo além dos mais específicos e menos conhecidos como o dutoviário e torres de transmissão elétrica.
Vamos ajudar os tomadores de decisão dentro das empresas e de fórum logístico clareando um pouco mais sobre o modal aéreo que de princípio é visto simplesmente como o mais caro e inviável se analisado somente por este ponto de vista.
Com o propósito de enriquecer a abordagem e ampliar a compreensão do processo de evolução do transporte aéreo de carga em nível mundial, é necessário conhecer um pouco da história. É importante esclarecer que existem, na verdade, três serviços distintos que compõem esse segmento e, portanto, três histórias para traçar: Correio Aéreo,Carga Aérea e Encomendas Expressas.

O Correio Aéreo
O Correio Aéreo foi o primeiro serviço a ser introduzido. Há registros sobre tentativas de utilização do avião para esse fim, a partir de 1911 nos EUA, na Europa, Índia, África do Sul, Canadá e Japão. Todavia, todos foram realizados em ocasiões especiais e embora tenham se constituído em interessantes eventos, tiveram vida-curta. Não marcaram, portanto, o início efetivo de qualquer serviço regular.

A Carga Aérea
Se aceitarmos a concepção original de carga aérea como aquela transportada em aeronaves cargueiras, as primeiras operações que marcaram o início do serviço de Carga Aérea ocorreram em 1931, como uma boa promessa de receitas. A empresa Transcontinental & Western Air introduziu um serviço noturno entre as cidades de New York e Kansas City. As frequências, porém, não eram regulares; as aeronaves partiam somente quando um carregamento se tornava disponível e, ao contrário do que imaginaram seus visionários, constituíram-se por muitos anos em serviço de pouca expressão e baixo retorno financeiro para os transportadores.

As Encomendas Expressas
A evolução do serviço de Carga Expressa se confunde um pouco com o da Carga Aérea, pois originalmente aquele termo era abrangente, incluindo todos os serviços de carga, com exceção do correio. Hoje, a carga expressa se refere a pequenas encomendas que normalmente têm uma prioridade maior de transporte que as demais cargas. Sua característica predominante, sobre a qual apóia sua força de marketing, é o conceito “door-to-door” (porta a porta).
É fato conhecido que de todos os meios de transporte, o aéreo ganha destaque em pelo menos três pontos, são eles: uma história recente com grande evolução tecnológica, rapidez e dinâmica e um maciço investimento nas áreas de segurança, tecnologia e aprimoramento de pessoal. Não podemos deixar esquecidos os pagamentos atinentes aos serviços prestados por uma grande estrutura que envolve este modal, estamos falando das tarifas de armazenagem, capatazia e preço específico cobradas aos usuários dos terminais de carga, assim como as tarifas de pouso, decolagem e permanência da aeronave no solo, cobradas as companhias aéreas. Todas estas tarifas são justificáveis no sentido de manter uma estrutura de apoio operacional comum ao transporte aéreo, seja ele de carga ou de passageiros, estamos falando de manutenção da pista de pouso e decolagem, instrumentos utilizados ao auxílio à navegação aérea, terminais de passageiros, esteiras de bagagens etc.
Uma forma de rateio ou redução destes custos são: Redução da área de estoque, Seguro de estoque, Menor índice de avarias, Proximidade e disponibilidade nos grandes centros distribuidores. Companhias aéreas, agentes de carga aérea, despachantes aduaneiros, transportadores rodoviários e órgãos governamentais, trabalham juntos no gerenciamento logístico desta cadeia, muitos destes

Luíz Cláudio da Silva

É educador corporativo, professor de ensino superior e espacialista em capacitação empresarial
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