O tempo pode embranquecer meus cabelos e trazer o peso das décadas, mas há chamas que a idade é incapaz de apagar. Aos 93 anos, continuo provando que o amor à pátria e a vocação para servir ao próximo são sentimentos eternos.
Minha vida sempre foi guiada pela ação e pelas palavras. Como ex-deputado federal, dediquei meus esforços a mudar a realidade de milhares de ribeirinhos e moradores de áreas remotas do nosso estado. Fui o pioneiro na interiorização dos atendimentos itinerantes no Amazonas, uma missão logística e humana gigantesca, desafiando a geografia da nossa região para levar dignidade aos rincões mais isolados — um trabalho que anos atrás atravessou fronteiras e ganhou destaque até no canal internacional Discovery.
Além da política, quis imortalizar minhas memórias e visões no livro “Pingo nos Is”, resumindo a trajetória de quem dedicou a vida a organizar, defender e estruturar o seu estado e o seu país.
Hoje, aos 93 anos, minha trincheira passou a ser o papel e a caneta. Escrevendo a próprio punho em meu caderno espiral, sinto-me como um eterno guardião da nação. Em poemas recentes que criei, como “Pátria Brasileira”, “Orgulho Brasileiro” e “Em Defesa da Pátria”, busco exaltar valores que não podem ser esquecidos.
Na véspera deste Sete de Setembro, escrevi em versos: “Amar sua pátria é dever patriótico. Chorar por ela é cumprir uma missão”. Para mim, o patriotismo faz parte do viver e exige uma estrutura humana forte o suficiente para suportar o peso das nervuras e viver com dignidade.
Em “Orgulho Brasileiro”, fiz questão de cantar uma ode aos nossos símbolos nacionais e à presença constante das forças que guarnecem o país em qualquer estação do ano. As cores da nossa bandeira estão cravadas em nossas memórias e corações, e meu maior desejo de patriota é assistir de perto o tremular de nossa bandeira erguida nas fronteiras do Brasil.
A força do meu espírito permanece viva no texto “Em Defesa da Pátria”, onde o tom é de convocação e bravura. Mesmo no auge dos meus 93 anos, sinto-me ao lado daqueles que marcham com ardor pelo país: “Não tememos qualquer dificuldade por estarmos preparados para lutar e vencer, até chegar a hora de morrer”.
Construir um país melhor exige, antes de tudo, amar a terra em que se pisa. Que o meu exemplo sirva de incentivo para que todos nós coloquemos os nossos próprios ‘pingos nos is’ na história da nossa nação.”







