O mês de Setembro não é apenas mais um período de 30 dias em nosso calendário; nem tampouco só o mês das bandeiras, dos desfiles e dos discursos patrióticos. É muito mais do que isso! Para o Amazonas e para o Brasil, é um mês que nos conclama a olharmos para trás e ao mesmo tempo nos perguntarmos para onde estamos indo. O fato é que existem datas que carregam consigo a memória de todo um povo.
No Amazonas, o dia 5 de setembro é feriado e no Brasil, o 7 de setembro. Foi em 5 de setembro de 1850 que nosso Estado conquistou sua condição de Província, separando-se administrativamente do Grão-Pará. Era o reconhecimento de uma realidade que já se impunha pela própria dimensão territorial, pela importância estratégica da região e pela necessidade de que o Amazonas tivesse voz própria nas decisões que diziam respeito ao seu futuro. Foi um importante marco histórico e político. Desta forma, esta é uma data que merece ser lembrada com muito consciência de sua importância.
É imperativo que todos compreendam que o Amazonas possui identidade própria. De que nossa população tem história. De que os problemas locais e regionais daqui não podem ser tratados como ‘nota de rodapé’ das grandes decisões nacionais. E, sobretudo, de que ser amazonense não significa estar à margem do Brasil. Muito pelo contrário. A nação brasileira deve muito ao nosso Estado, uma vez que somos uma das partes fundamentais deste País.
Atualmente, o carro-chefe econômico da nossa região ainda é a Zona Franca de Manaus, implementada em 1967 durante o governo militar. A razão de se criar um polo de desenvolvimento econômico no coração da Amazônia foi uma medida de segurança nacional, preservação e conservação ambiental. Com o passar dos anos, porém, o prazo para esses incentivos fiscais foi sendo ampliado e atualmente vai até o ano 2073. Todavia, apesar do Distrito Industrial ser um instrumento muito positivo no que tange à política de preservação/conservação ambiental e de geração de emprego e renda para a população, com um retorno financeiro indiscutível para o Brasil inteiro, não podemos ficar dependendo de um único modelo socioeconômico, ainda mais em uma terra tão rica e diversa como a que temos. É preciso somar outras fontes de renda ao modelo Zona Franca. Para isso, é urgente que possamos superar os entraves e os radicalismos que impedem o Amazonas de ‘deslanchar’ e poder lançar mão de novas matrizes econômicas. Questões como a logística e normas ambientais exageradas, além da ausência de um plano de ação envolvendo todos os poderes e esferas da República, estão entre os fatores que impedem que haja este salto de qualidade e inovação sustentável. Precisamos sim conservar a natureza (ou seja, usar os recursos naturais com racionalidade), mas não podemos deixar que o nosso povo fique refém de uma única alternativa de economia e sobrevivência. Temos um potencial ‘a perder de vista’ em nossa região, em áreas como pesquisa, inovação, fármacos, minérios, biotecnologia, dentre outras. Acima de qualquer bem natural está o bem-estar e uma vida digna para as pessoas, que são a coroa da criação divina.
Já o ‘7 de setembro’ representa um momento singular para a nossa história enquanto Pátria; um verdadeiro romper, que simboliza a nossa Independência. Contudo, este não é um processo acabado, mas que deve nos inspirar a buscar constantemente à sua plenitude, vencendo as barreiras que ainda nos subjugam enquanto nação. Nossa independência teve um momento importante em que Dom Pedro proclamou a separação de Portugal no ano de 1822. Todavia, esta palavra denota muito mais do que uma expressão forte e bonita. É uma vital responsabilidade!
Um país verdadeiramente independente também é capaz de decidir seu próprio destino. É aquele que conhece seu território, protege suas fronteiras, respeita a sua população, valoriza sua cultura e coloca em primeiro lugar os interesses da coletividade nacional. Um lugar que não aceita ser dominado pelo crime organizado ou qualquer outro que queira se estabelecer como ‘estado paralelo’ (porque quando isso acontece, aí sim, já se perdeu a soberania). Não podemos permitir que mandatários corruptos liderem nossa nação, muito menos que agentes públicos de conduta desonesta e vergonhosa estejam em posições de tomar quaisquer decisões que impactem as vidas de outrem, principalmente quando agem de forma arbitrária, açodada e deliberadamente ilegal, como tem acontecido com algumas ‘peças raras e nefastas’ que compõem hoje a Corte que deveria ser, verdadeiramente, constitucional. O Supremo e Justo Juiz de todo o Universo é DEUS e o poder Supremo é o povo.
É impossível falar em um Brasil forte sem falar em um Amazonas forte também. É contraditório falar em soberania nacional ignorando a Amazônia. É incoerente defender o território brasileiro sem reconhecer a importância estratégica de quem nele vive. Durante décadas o Brasil olhou para a Amazônia como quem olha para um território distante: enorme, misterioso, rico em recursos naturais e aparentemente inesgotável. A Amazônia não é um vazio no mapa. Pelo contrário: têm comunidades; povo aguerrido; ciência; cultura; economia e enorme potencial. E tem, sobretudo, cidadãos brasileiros.
A soberania nacional não pode ser apenas uma retórica de certos líderes incompetentes e inescrupulosos que ainda temos. Um mero discurso de marketing eleitoreiro. Ela precisa ser percebida na presença do Estado, no respeito às garantias constitucionais, na infraestrutura, na educação, na saúde, na segurança, na impessoalidade daquilo que é público, na balança da justiça igual para todos (independente de cargo ou posição) e na geração de oportunidades. E quanto à nossa região, está na hora passar da fase da mera repetição da frase de efeito que somente fala que a ‘Amazônia é do Brasil’. É preciso cuidar dela como parte essencial do Brasil que ela realmente é. Ser amazonense e ser brasileiro não são antagonismos. Pelo contrário. A força do Brasil está justamente na capacidade de reunir diferentes culturas, sotaques, histórias, paisagens e modos de vida em torno de um mesmo sentimento de pertencimento nacional.
Portanto, neste mês de setembro, mais do que apenas levantar bandeiras, cantar hinos ou acompanhar desfiles, é importante conhecer a história que essas bandeiras representam. Patriotismo não deve ser apenas uma manifestação momentânea; deve também significar responsabilidade com o país, respeito à sua história e compromisso com o futuro. Está na hora de darmos o nosso “brado” e derrubar todas as muralhas que atrapalham a nossa Nação de ser, de fato, desenvolvida. É indispensável se combater com o devido rigor tanto o crime organizado (terrorismo) quanto também o crime institucionalizado, cometido por aqueles que deveriam zelar pelo bem-estar geral e pelo estrito cumprimento de seus deveres legais, mas que ao invés disso usam suas posições para cometerem graves delitos contra a nação e contra os cidadãos. Chega! Declaramos que o nosso Brasil pertence ao SENHOR JESUS e que não iremos aceitar que ele fique mais ‘nas mãos’ de meliantes travestidos de autoridade, que também são os responsáveis pela proliferação da criminalidade em todo o nosso imenso território, de norte a sul da nação.







